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Governo quer destravar crédito para motoristas de app

Rádio Agência

30/06/2026 às 13:47

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O governo quer reunir bancos para destravar o programa de financiamento para carros de motoristas de aplicativos. A declaração foi dada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, nesta terça-feira, 30, no programa Bom Dia Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Motoristas têm reclamado que não conseguem acessar os recursos do programa Move Brasil. Segundo o ministro, são três situações: os interessados têm sido rejeitados por rating de risco; cobrança de taxas; e um problema na ligação entre os sistemas dos bancos e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o que tem atrasado a liberação do dinheiro.

Para o ministro, o objetivo é resolver isso logo pra evitar problemas no atendimento a motoqueiros e caminhoneiros.

"Até pelas redes sociais disseram: Boulos, eu fui aprovado, mas eu chego na concessionária e dizem que eu não tenho a carta de crédito e ninguém consegue informar. Então, nós vamos reunir os bancos, o BNDES, o governo. Falei com o presidente Lula sobre isso para poder corrigir esses três problemas. Vamos ter reunião de governo hoje, a partir dessa reunião de governo, nessa reunião já terão os bancos públicos, mas vamos ter que chamar também os bancos privados, que onde tem se concentrado boa parte dos problemas".

Sobre a remuneração mínima para esses trabalhadores, Boulos afirmou que o governo não desistiu do tema, mas deve ficar para o ano que vem. A regulamentação que estava tramitando na Câmara dos Deputados caiu após o tema sair do texto.

"Acho que esse ano é muito difícil o debate ser retomado, mas vamos trabalhar para que no ano que vem seja retomado com força e que o interesse desses mais de 2 milhões de trabalhadores prevaleça sobre o interesse das grandes plataformas."  

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência reclamou da paralisação imposta pelo Senado a propostas como o fim da escala 6 por 1."

Você teve, inclusive, um sincericídio do presidente do PL, o Valtemar Costa Neto, dizendo que queria jogar para depois da eleição. Com que propósito? Queria jogar para depois da eleição porque aí os deputados de direita iam poder votar contra e não pagar preço eleitoral por isso. Ele disse isso, não sou eu que estou dizendo. Disse isso para uma plateia de empresários lá na Faria Lima, em São Paulo. Nós vamos insistir para que seja votada no Senado Federal antes da eleição. Não há justificativa para que não seja.

Enquanto a proposta do fim da escala 6 por 1 nem deu o primeiro passo no Senado, e ainda está encostada na Secretaria Legislativa, a proposta feita pela oposição para flexibilizar a jornada já está na Comissão de Constituição e Justiça, aguardando relator.

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