
16/06/2026 às 17:06
O estado do Rio de Janeiro registrou oito casos de malária este ano. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, todos são considerados importados — ou seja, contraídos fora do estado — ou então com origem da infecção ainda não identificada, mesmo após investigação.

O Brasil registrou em 2025 o menor número de casos de malária desde o fim da década de 70. Em relação ao ano anterior, a queda foi de 15%. Também houve redução importante, de 30%, nas formas mais graves da doença. Em nota, o Ministério da Saúde informa que as mortes por malária também diminuíram no país, com uma queda de 28%. Essa redução apareceu ainda em áreas consideradas prioritárias, como regiões de garimpo, onde houve queda de 18%, e em territórios indígenas, com recuo de pouco mais de 15%.
No território Yanomami, que concentra mais da metade dos casos em áreas indígenas, a redução foi ainda mais expressiva. Os registros caíram 22% na comparação com 2024. Já as mortes tiveram uma queda significativa, chegando a 80%.
O infectologista Marcos Vinícius da Silva, membro do Comitê de Medicina Tropical da Sociedade Brasileira de Infectologia, explica como os casos de malária são identificados:
“O diagnóstico é realizado através da pesquisa do parasita no sangue. Por um exame de sangue se consegue chegar ao diagnóstico de qual é o tipo de malária e introduzir o tratamento mais adequado.”
O médico enumera os sintomas da doença, que podem ser comuns a outras enfermidades, daí a importância do exame:
“Febre alta, dor de cabeça, náusea, pode dar vômito, diarreia, calafrio, e as principais formas de transmissão da malária: através da picada do mosquito, do anofelino, e também pode ter transmissão da mãe para o feto ou para a criança durante a gestação.”
Ainda segundo o Ministério da Saúde, a redução de mortes por malária no Brasil é reflexo de medidas como o uso ampliado da tafenoquina, medicamento usado no tratamento da malária. Outra novidade foi o início da oferta da versão infantil do medicamento, a tafenoquina pediátrica, que começou a ser distribuída em março de 2026, com prioridade para regiões indígenas.
A malária ainda é um problema sério de saúde pública no mundo, principalmente em países de clima tropical e subtropical.
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