
02/06/2026 às 17:38
Nesta terça-feira (2), o julgamento do caso Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, foi marcado pelo depoimento da ré Monique Medeiros, mãe do menino e acusada de omissão de socorro ao filho. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o ex-vereador Dr. Jairinho, que à época tinha um relacionamento com Monique, foi o responsável pela morte de Henry, devido a uma série de agressões contra ele. Já Monique Medeiros não protegeu o próprio filho da violência.

Sobre o dia do crime, na madrugada de 8 de março de 2021, Monique Medeiros contou que suspeita que Jairinho tenha dado a ela remédio para dormir, prática que alegou já ter flagrado em outras ocasiões e que, por isso, não teria ouvido nenhum barulho no quarto onde estava a criança. Ela disse ainda que foi acordada por Jairinho por volta de 3h da manhã dizendo que havia ouvido um barulho no quarto onde Henry estava e que, ao entrar no local, encontrou o menino no chão, sem respirar direito. A partir daí, o casal seguiu para o hospital, onde o ex-vereador reafirmou que tinha ouvido o barulho e ela endossou a versão. Mas, no depoimento, admitiu à juíza que na verdade não tinha ouvido.
Monique Medeiros justificou que não acreditava, na época, que Jairinho seria capaz de agredir Henry e que o casal tinha um relacionamento bom, apesar do ex-vereador ser uma pessoa ciumenta. Ela confirmou, no entanto, que o menino já havia alertado comportamentos agressivos por parte do padrasto, que eram negados por ele.
A ré também negou ter pedido à babá de Henry que apagasse mensagens entre as duas nas quais as agressões contra o menino eram relatadas pela funcionária. Segundo Monique, foi a família de Jairinho que deu a ordem. Ela acrescentou que várias pessoas da família da babá eram empregadas da família do ex-vereador, como um tio, que seria motorista do Coronel Jairo, pai de Jairinho.
A mãe de Henry Borel afirmou que não sabia, na época, de outros casos de violência contra crianças por parte de Jairinho, conforme apresentado em depoimentos durante o julgamento.
A ré atribuiu ainda a Jairinho o fato de os telefones celulares dos dois terem sido arremessados pela janela quando investigadores foram ao apartamento deles. Quando questionada pela juíza Elizabeth Machado Louro se Jairinho seria o responsável pela morte de Henry Borel, Monique Medeiros respondeu que, atualmente, acha que pode ter sido.
*Com informações da Agência Brasi
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