
22/05/2026 às 15:35
Ao julgar o último recurso da segunda instância, a Seção Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco decidiu manter a condenação de Sarí Corte Real a 7 anos de prisão em regime inicialmente fechado, pela morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, ocorrida em Recife, em 2020.

O recurso tinha o objetivo de reduzir a pena imposta pelo crime de abandono de incapaz que resultou na morte da criança.
A decisão por seis votos a cinco foi pela permanência da pena do julgamento realizado em 8 de novembro de 2023. Sarí já tinha obtido o direito de recorrer em liberdade.
Mirtes Renata Santana de Souza, mãe de Miguel, se manifestou pelas redes sociais sobre a decisão da Corte.
"E a gente vai continuar cobrando, cobrando, cobrando por justiça. Então vamos ver como é que vai ser, qual é o tipo de recurso que os advogados de defesa de Sarí vão querer colocar. Então a gente vai continuar firme nessa luta. Eu peço a vocês que continuem de mãos dadas comigo, que continue cobrando ao Tribunal de Justiça de Pernambuco, que a justiça pela morte do meu filho seja feita, que eles tenham celeridade no curso processual.
A Seção ocorrida nessa quinta-feira (21) foi mais uma estratégia da defesa para diminuir a pena, após uma primeira tentativa bem sucedida. Em junho de 2022, a 1ª Vara dos Crimes contra Criança e Adolescente do Tribunal de Justiça pernambucano condenou Sarí a 8 anos e 6 meses de prisão. A defesa conseguiu, por meio de um recurso, reduzir um ano e seis meses, passando para 7 anos de reclusão em regime inicialmente fechado.
O caso do menino Miguel teve grande repercussão nacional.
A criança de 5 anos não resistiu ao cair do 9º andar de um edifício de luxo localizado na região central do Recife.
Miguel estava sob os cuidados de Sarí que o deixou sozinho no elevador do prédio e voltou para o seu apartamento. O menino era filho de Mirtes Renata, que trabalhava como empregada doméstica para Sarí e estava passeando com os cachorros dos patrões no momento em que a criança caiu.
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