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Mãe escreve livro infantil sobre diabetes tipo 1 após diagnóstico da filha e mudanças na rotina: 'Não a impede de ter uma vida normal'

G1 PB

29/03/2026 às 15:32

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Diagnóstico de diabetes na infância inspira livro na ParaíbaO diagnóstico de diabetes já impõe uma série de desafios na vida adulta. Na infância, os impactos na rotina tendem a ser ainda mais intensos, muitas vezes agravados pelo desconhecimento e pelo preconceito. Foi a partir dessa realidade que a publicitária Rebecca Patrício decidiu escrever o livro “Lena e o Bracinho Mágico”, inspirado na experiência da filha.✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsAppEm entrevista para a TV Cabo Branco, Rebecca conta que Helena foi diagnosticada com diabetes tipo 1 no início de 2025. Nesse tipo da doença, o organismo não produz insulina, o que exige monitoramento constante e mudanças significativas no dia a dia.A ideia do livro surgiu após a menina precisar mudar de escola e passar a conviver com novas pessoas, que não conheciam a condição.“(O livro) surgiu por conta de uma necessidade. Houve uma mudança de escola de Helena e aí as crianças que iriam conviver com ela não sabiam, ou provavelmente não vão saber o que é diabetes, diabetes tipo 1 e todos esses acessórios que geralmente a Helena usa no dia a dia. E aí surgiu o primeiro livrinho, Lena e o Bracinho Mágico, que fala justamente desse contexto, o que é diabetes tipo 1 e o que são as coisas que a Helena usa e o quanto isso não a impede de ter uma vida completamente normal”, detalhou. Mãe transforma rotina da filha com diabetes tipo 1 em livros educativos na ParaíbaReprodução/TV Cabo BrancoAlém do primeiro título, Rebecca também escreveu “Lena e os Superpoderes das Comidas”, que aborda as adaptações na alimentação após o diagnóstico.“Com esse diagnóstico, a gente passa a ter uma rotina em que começa a utilizar a insulina, verificar o sanguinho, se está tendo uma glicose alta, baixa, se está estável, a utilizar também a tecnologia que hoje existe, que é para monitorar a glicemia dela constantemente, a contar carboidratos, a entender o que é proteína, carboidrato. É um outro universo. O que parecia trazer limitações trouxe uma oportunidade de enxergar o dia a dia de forma diferente.”, explicou Rebecca. Entre as mudanças, está o uso contínuo de um sensor de glicose, que acompanha Helena no dia a dia. O dispositivo mede os níveis glicêmicos em tempo real e envia as informações para o celular dos pais, professores e da médica, permitindo que a criança mantenha uma rotina ativa, incluindo a prática de esportes.“Eu fiquei com medo da primeira vez de fazer e botar o Libre. Aí eu descobri que não dói tanto botar o Libre e fazer a insulina”, falou Helena sobre a rotina de cuidados. Mãe transforma rotina da filha com diabetes tipo 1 em livros educativos na ParaíbaReprodução/TV Cabo BrancoCom linguagem acessível e abordagem lúdica, os livros buscam facilitar a compreensão da doença entre crianças e adultos, além de ajudar a reduzir estigmas associados ao diagnóstico.“A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, ela não vem por um excesso, então a falta de conhecimento às vezes gera o julgamento. Então não é um excesso de doce, não é um sedentarismo, não. É a parte do corpo que parou de funcionar, tirou férias e não volta mais. E aí normalizar o dia a dia, respeitando o limite de cada um”, concluiu Rebecca. As obras estão disponíveis gratuitamente na internet e podem ser acessadas por meio do perfil do projeto “Clube da Lena” nas redes sociais.Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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