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Indignação marca dia seguinte ao sepultamento de médica morta no RJ

Rádio Agência

18/03/2026 às 11:41

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No dia seguinte do sepultamento da médica Andréa Marins Dias, morta em uma abordagem da Polícia Militar, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, o sentimento ainda é de indignação.

A vice-presidente do Sindicato dos Médicos do estado, Gabrielli Vanderlinde, avalia que os conflitos armados repercutem diretamente na saúde pública, impactando o cotidiano, a integridade física e mental das pessoas. Para Gabrielli, em se tratando de um profissional de saúde, o impacto ainda é mais representativo:

"Quando a vida de uma colega médica, altamente especializada, atuante no SUS, é ceifada pela insegurança pública, esse impacto ainda é mais representativo. E para além de toda competência clínica e compromisso com o cuidado que tem sido relatado sobre a colega. Eela era, sem dúvida, um exemplo raro ainda de representatividade das mulheres negras dentro da medicina na geração dela".

Além do Sindicato, o caso também teve uma resposta da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania, da Assembleia Legislativa do estado, que já pediu esclarecimentos ao Comando e à Corregedoria-geral da Polícia Militar, sobre a ação que resultou na morte da médica. Entre outros pontos, a Alerj questiona se o protocolo de abordagem policial foi devidamente observado e qual a justificativa técnica para a realização de disparos antes da identificação da ocupante do veículo.

As câmeras corporais usadas nos uniformes dos três policiais militares envolvidos na abordagem, e que ajudariam na elucidação dos fatos, estavam desligadas. A própria corporação admitiu que as baterias dos equipamentos se encontravam descarregadas no momento da ocorrência.

Os policias seguem afastados dos serviços nas ruas e, de acordo com a PM, todos os fatos seguem sob apuração.

A médica, de 61 anos, foi atingida por tiros de fuzil, quando retornava da casa dos pais no domingo à noite, na zona norte carioca, e teve o seu carro confundido com outro, utilizado por criminosos, que faziam roubos na região.

 

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