
13/03/2026 às 13:51


“Consideramos indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-fogo imediato, a fim de abrir espaços efetivos para o diálogo e a negociação”, diz o comunicado.
Por fim, os países manifestam estarem dispostos a contribuírem para os processos de paz que gerem confiança, “a fim de avançar rumo a uma solução política e negociada do conflito”.
Nesta semana, ao anunciar medidas para aliviar a alta do petróleo provocada pela guerra no preço do diesel no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de “irresponsabilidade” as guerras que ocorrem no mundo.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Pela segunda vez em oito meses, Israel e EUA lançam uma agressão contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa.
Ainda no primeiro governo de Donald Trump, os EUA abandonaram o acordo firmado em 2015, sob o governo de Barack Obama, para inspeção internacional do programa nuclear iraniano. Israel e EUA acusam Teerã de buscar o desenvolvimento de armas nucleares.
Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e que se colocavam à disposição para inspeções internacionais. Por outro lado, Israel, mesmo acusado de ter bombas atômicas, nunca permitiu qualquer inspeção internacional em seu programa nuclear.
Ao assumir o segundo mandato, em 2025, Trump iniciou nova ofensiva contra Teerã, exigindo, além do desmantelamento do programa nuclear, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e do apoio a grupos de resistência a Israel, como o Hamas, na Palestina, e o Hezbollah, no Líbano.
Um dia antes da agressão contra o Irã, o chanceler de Omã, Badr bin Hamad Albusaidi, mediador nas negociações, informou que eles estariam muito próximos de um acordo, e que o Irã teria concordado em não manter urânio enriquecido em altos níveis.
As atuais hostilidades entre Israel, EUA e Irã têm origem em 1979, quando a Revolução Islâmica derrubou a monarquia iraniana aliada de Washington à época. Desde então, o país persa é alvo de sanções econômicas que buscam fragilizar sua economia.
Continuar lendo ...Para ler no celular, basta apontar a câmera