
01/03/2026 às 17:45
O segundo dia da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã foi marcado por novos bombardeios.

Em resposta ao assassinato do aiatolá Ali Khamenei, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que fez um ataque contra o território israelense e contra, pelo menos, 27 bases americanas na região do Oriente Médio.
Os Estados Unidos negaram neste domingo que o porta-aviões USS Abraham Lincoln tenha sido atingido por mísseis do Irã. O Comando Central dos Estados Unidos informou que três militares do país morreram e cinco tiveram ferimentos graves durante os ataques ao Irã.
O Ministério da Educação do país persa elevou para 153 o número de meninas mortas no ataque de sábado a uma escola em Minab, no sul do país; outras 95 foram feridas.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgou nota condenando fortemente o ataque à escola primária feminina, em meio à escalada militar no Oriente Médio.
Também neste domingo, a agência de notícias iraniana informou a morte de Mahmoud Ahmadinejad, que presidiu o Irã entre 2005 e 2013. Ele foi um dos alvos dos bombardeios desse sábado.
Outras autoridades iranianas foram confirmadas entre os mortos pelos ataques, como o secretário do Conselho de Defesa e o comandante-chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.
Carlos Eduardo Martins, professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, defende que a mudança de regime no Irã é um dos principais objetivos dos Estados Unidos no conflito, com intenções econômicas e geopolíticas.
"Por que a intenção dele é produzir uma mudança de regime? Porque Trump quer ter o controle sobre os peitos e colocar a China e a Índia numa situação de profunda vulnerabilidade energética e suscetível às pressões norte-americanas. Da mesma forma, Trump quer, com a mudança de regime o Irã, deixe de apoiar militarmente a Rússia na frente de batalha ucraniana."
Para o especialista, uma das consequências imediatas da ação militar é a diminuição do tráfego de navios e possível fechamento do estreito de Ormuz, principal rota marítima para o transporte de petróleo do Oriente Médio. Martins avalia ainda impactos sobre o dólar.
"Trump está acelerando e aprofundando o nível de tensões geopolíticas no mundo e os bancos centrais estão substituindo as suas reservas em dólar por reservas em ouro e assim está liderando muito fortemente esse processo. Uma das formas da China retaliar os Estados Unidos, é valorizando o ouro em relação ao dólar."
Quem também analisa a tentativa dos Estados Unidos de mudança do regime iraniano é o professor de relações internacionais William da Silva Gonçalves da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Para ele, os Estados Unidos tentam colocar no poder um aliado que não teria legitimidade para governar, o filho do último chá do Irã, que vive exilado em solo norte-americano.
"Resta saber o que que os Estados Unidos consideram uma vitória, né? Se a questão é a mudança do sistema político conforme o anunciado, isso não vai acontecer, né? Quer dizer, o que é o sistema político? O que os americanos querem é retirar o clero xiita do do poder e colocar um um aliado seu, como o filho do Shah Reza Pahlavi que anda por aí. Agora, esse senhor, ele tem um rombo de legitimidade para governar."
Quem também analisa a tentativa dos Estados Unidos de mudança do regime iraniano é o professor de Relações Internacionais William da Silva Gonçalves, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Para ele, os Estados Unidos tentam colocar no poder um aliado que não teria legitimidade para governar: o filho do último xá do Irã, que vive exilado em solo norte-americano.
"Se a questão é a mudança do sistema político conforme o anunciado, isso não vai acontecer, né? Quer dizer, o que é o sistema político? O que os americanos querem é retirar o clero xiita do do poder e colocar um um aliado seu, como o filho do Shah Reza Pahlavi que anda por aí. Agora, esse senhor, ele tem um rombo de legitimidade para governar."
William da Silva Gonçalves avalia ainda o sistema de governo do Irã "como altamente articulado". Trata-se de teocracia xiita que convive com instituições republicanas, eleições periódicas e um conselho de religiosos que tem a palavra final sobre os temas mais importantes do país.
"O sistema de governo do Irã, ele é muito sacrifício. A toda uma uma hierarquia do clero xiita, né?e pelo que consta, lá, já há um substituto para Ali Khamenei, que se trata do Alireza Arafii. Portanto, o mecanismo de sucessão, ele já é previsto e ele é automaticamente acionado."
Também neste domingo, 1º, o aiatolá Alireza Arafi foi nomeado líder supremo interino do Irã.
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