Um recém-nascido prematuro de apenas dois dias de vida apresentou evolução clínica positiva e teve a medicação e a ventilação mecânica invasiva suspensas (extubação) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Materno Infantil Clipsi, em Campina Grande. O bebê havia sido transferido de emergência da cidade de Sousa, no Sertão paraibano, em uma operação de resgate aéreo.

Nascido de um parto de urgência com 36 semanas de gestação, o recém-nascido desenvolveu um quadro de insuficiência respiratória grave durante os primeiros atendimentos na UTI do Hospital Regional de Sousa (HRS), exigindo intubação imediata e cuidados de alta complexidade.

Diante da gravidade do estado de saúde da criança, a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) articulou a remoção interhospitalar rápida por meio de uma aeronave do Grupo de Resgate Aeromédico da Paraíba (Grame). Durante todo o trajeto aéreo até o Aeroporto Presidente João Suassuna, em Campina Grande, o bebê foi mantido estabilizado em uma incubadora de transporte especial sob assistência contínua da equipe médica de bordo.

A etapa terrestre final, referente ao deslocamento entre o aeroporto e o leito de UTI, foi coordenada pelas equipes do programa Coração Paraibano. O médico de voo Lino Lima destacou que o alinhamento prévio entre as equipes de transporte e a recepção hospitalar foi determinante para garantir a segurança do paciente e a agilidade na transferência.

Com a resposta positiva ao tratamento intensivo na Clipsi, a equipe médica retirou o suporte respiratório invasivo, confirmando o progresso do quadro respiratório e a estabilização do recém-nascido.