Um recém-nascido prematuro, com apenas dois dias de vida, foi transferido de Sousa, no Sertão do estado, para Campina Grande em uma aeronave do Grupo de Resgate Aeromédico da Paraíba (Grame) no último fim de semana. De acordo com o médico de voo, Lino Lima, que acompanhou o transporte, o bebê estava internado na UTI do Hospital Regional de Sousa com insuficiência respiratória. A mãe precisou ter a gestação interrompida com 36 semanas para garantia das condições de saúde.

“Assim que ele nasceu, o desconforto respiratório foi aumentando e teve que ser intubado, não só pensando no transporte, mas porque também estava em desconforto respiratório. Daí veio então a solicitação de vaga, e a vaga saiu pra Campina Grande. Foi uma missão delicada, conduzida com o máximo cuidado para garantir estabilidade e conforto ao pequeno paciente. O transporte ocorreu sem intercorrências”, detalhou o médico.

A operação foi realizada em uma aeronave equipada para o transporte de pacientes em estado crítico. Para o trajeto seguro, o recém-nascido foi acomodado em incubadora de transporte, com o objetivo de manter as condições adequadas de temperatura e oferecer suporte durante a transferência. Ele foi acompanhado por uma equipe médica durante todo o voo. O secretário de estado da saúde, Ari Reis, enfatizou a eficiência do serviço. “Temos hoje no estado uma operação que assegura atendimento especializado a todo paraibano em tempo recorde. O uso das aeronaves, encurta distâncias e aumenta as chances de salvar vidas. Foi assim, mais uma vez, com essa ação que foi determinante para o tratamento necessário a esse bebê de apenas dois dias de vida”, destacou.

A aeronave pousou no Aeroporto de Campina Grande às 20h20. Em seguida, a equipe de transporte terrestre do programa Coração Paraibano realizou o deslocamento até o Hospital Materno Infantil Clipsi, onde a criança foi encaminhada para atendimento especializado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. Após receber assistência da equipe hospitalar, o bebê apresentou evolução clínica e no fim da manhã dessa terça-feira (3), foi extubado.

Ainda segundo o médico Lino Lima, a rapidez e a integração entre as equipes foram fundamentais para garantir a continuidade da assistência ao recém-nascido.

“Toda a operação foi organizada para garantir segurança durante o deslocamento e a continuidade do tratamento. É muito importante destacar o trabalho integrado das equipes aérea, terrestre e hospitalar nesse tipo de ocorrência”, destacou o médico.

O transporte aéreo permite que pacientes em áreas distantes do estado, como o Sertão, recebam atendimento especializado em tempo hábil. O serviço conta com aeronaves adaptadas para o transporte de pacientes e profissionais capacitados para manter a assistência durante o voo.