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EM SOUSA: Estudantes postam foto de formatura com gesto obsceno e UFCG abre sindicância

Formandos em direito publicaram foto com alusão a vagina e dizem que foram ingênuos ao não perceberem que tal imagem poderia trazer

Formandos em direito publicaram foto com alusão a vagina e dizem que foram ingênuos ao não perceberem que tal imagem poderia trazer uma conotação negativa da imagem da mulher.

Formandos curso de direito da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) publicaram em uma rede social uma foto de formatura em que faziam um gesto obsceno com as mãos, remetendo à genitália feminina. A imagem postada no Instagram se tornou alvo de sindicância da univeversidade e foi criticada pelo presidente da Ordem dos Advogados verdo Brasil Seccional Paraíba (OAB-PB), Paulo Maia.

Os estudantes são concluintes do curso de direito na UFCG, campus de Sousa, no Sertão paraibano. Uma nota de retratação foi publicada neste domingo (15), na mesma rede social, pelos estudantes envolvidos no caso, afirmando que foram "de certo modo ingênuos ao não perceberem que tal imagem poderia trazer uma conotação negativa da imagem da mulher".

Em nota, a UFCG informou que uma sindicância vai apurar o caso e que repudia "qualquer tipo de comportamento ofensivo à ética e aos valores morais ensinados (pela instituição)". As medidas administrativas cabíveis vão ser tomadas, segundo a direção do centro de ciências jurídicas do campus de Sousa da UFCG.

Em uma postagem no seu perfil pessoal em uma rede social, o presidente da OAB-PB destacou que os advogados são defensores do Estado Democrático de Direito, da cidadania, da moralidade, da boa fé, da Justiça e da paz social. “Não podemos assistir pacificamente a um ato de sexualização da imagem feminina que afronta as mulheres de um modo geral e não só as advogadas, com gestos obscenos relacionados à anatomia do seu sistema reprodutor, como se observa na foto postada”, explicou o presidente da OAB-PB.

Em contato com o G1, Paulo Maia explicou que a foto de formatura com gesto obsceno é “coisificar o valor da mulher, um gesto que menospreza, que rebaixa enquanto ser humano. Vindo de um cidadão comum em si já é reprovável, mas quando tratamos de bacharéis em direito essa conduta é mais reprovável ainda”.

Com G1 PB

Repórter PB
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