
26/07/2026 às 12:55
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) certificou o trânsito em julgado de uma ação penal contra o ex-prefeito de Catingueira, José Edivan Félix.
Com a decisão, divulgada pelo Ministério Público Federal (MPF), a condenação tornou-se definitiva e fixa uma pena de 6 anos e 9 meses de reclusão em regime semiaberto por fraudes em licitações e desvios em verbas da merenda escolar e de programas sociais entre 2006 e 2007.
Apesar da conclusão do processo, o desfecho evidencia o descompasso do sistema de justiça no combate a crimes do colarinho branco. O ex-gestor havia sido condenado a mais de 40 anos de prisão em primeira instância, mas teve a pena drasticamente reduzida após quase duas décadas de tramitação.
O histórico de Edivan inclui duas prisões pela Polícia Federal — nas operações Dublê (2012) e Recidiva (2019) —, além de condenações por improbidade com empresas fantasmas e denúncia por lavagem de dinheiro com criptomoedas.
A discrepância entre o volume de esquemas apurados e a brandura da sanção final reforça os gargalos do Judiciário brasileiro. Casos marcados pela morosidade e por sucessivos recursos expõem a dificuldade das instituições em punir de forma proporcional o desvio de recursos públicos, gerando uma sensação de impunidade diante do prejuízo social causado aos municípios.
Fonte: Repórter PB
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