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Combate ao desmatamento ilegal

Órgãos ambientais da Paraíba iniciam a Operação Caatinga Resiste, no Sertão

Na Paraíba, as atividades começaram na terça-feira (10), nos municípios de São José de Piranhas e Monte Horebe.

Por Redação do Reporterpb

11/03/2026 às 20:59

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Imagem Órgãos ambientais da Paraíba iniciam a Operação Caatinga Resiste, no Sertão

Órgãos ambientais da Paraíba iniciam a Operação Caatinga Resiste, no Sertão ‧ Foto: Divulgação

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O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e do Batalhão de Polícia Ambiental da Paraíba, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), participa da Operação Caatinga Resiste, ação nacional de fiscalização voltada ao combate ao desmatamento ilegal no bioma Caatinga.

Na Paraíba, as atividades começaram na terça-feira (10), nos municípios de São José de Piranhas e Monte Horebe. O Projeto Caatinga Resiste 2026 é uma iniciativa articulada pelos Ministérios Públicos estaduais que atuam nos estados de Sergipe, Bahia, Alagoas, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. As ações seguem até sexta-feira (13).

Durante a operação, equipes realizam vistorias técnicas e fiscalizações ambientais em 25 comunidades rurais do sertão paraibano apontadas como áreas com ocorrência de desmatamento ilegal. As localidades foram definidas no início do mês, durante reunião realizada na sede do Ministério Público Estadual, em João Pessoa, com a participação da Semas, Sudema, Batalhão de Polícia Ambiental e Ibama.

A Semas e a Sudema, com apoio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb), atuam em áreas classificadas pelo mapeamento estadual como zona muito crítica de desmatamento, realizando inspeções em imóveis rurais e verificando possíveis irregularidades relacionadas à supressão de vegetação nativa.

Para o gerente executivo de Mudanças Climáticas da Semas, Jancerlan Rocha, a região do Alto Sertão exige atenção permanente no enfrentamento ao desmatamento. “Essa região tem sofrido bastante com os impactos do desmatamento. É praticamente um cinturão de pressão sobre a Caatinga no Alto Sertão e, por isso, precisa de um acompanhamento mais atento”, afirmou.

A estimativa inicial é de que cerca de 280 hectares estejam envolvidos nas áreas fiscalizadas, o que corresponde a aproximadamente 392 campos de futebol com dimensões semelhantes às do Maracanã. Durante as inspeções, as equipes também identificam possíveis ampliações de áreas desmatadas em propriedades que estão sendo verificadas.

De acordo com estimativas baseadas em dados do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), o volume de madeira nativa retirada pode chegar a cerca de 7.280 metros cúbicos, o equivalente à carga de aproximadamente 291 caminhões com capacidade média de 25 metros cúbicos.

A operação pode resultar na aplicação de multas, embargo de áreas e apreensão de bens utilizados nas atividades irregulares. Conforme a legislação ambiental, os materiais apreendidos podem ser destinados a órgãos e instituições públicas de caráter científico, educacional, social ou assistencial, além de entidades beneficentes sem fins lucrativos.

As ações integradas de fiscalização realizadas pelos órgãos ambientais do Governo do Estado já contribuíram para reduzir o avanço do desmatamento. Em 2024, em comparação com 2023, houve redução de 44% no número de alertas de desmatamento e de 41,7% na área desmatada, segundo dados do sistema MapBiomas.

Os resultados da operação serão apresentados ao final das atividades, em balanço com informações sobre áreas autuadas, procedimentos instaurados e valores de multas aplicadas.

Fonte: Repórter PB

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