Philip Wilson

Ex-arcebispo que encobriu pedofilia cumprirá pena domiciliar

O australiano Phillip Wilson ainda recorrerá da decisão

O ex-arcebispo australiano Philip Wilson, condenado a 12 meses por encobrir abusos sexuais a um menor de idade por parte de um padre pedófilo, cumprirá a pena em prisão domiciliar, estabeleceu nesta terça-feira (14) o juiz Robert Stone, do Tribunal de Newcastle.

O magistrado apresentou um documento que caracteriza o ex-arcebispo como apto para ir para prisão domiciliar, considerando a idade, as condições mentais e físicas e a ausência de antecedentes criminais por parte do religioso.

Wilson, que se tornou o membro mais alto na hierarquia da Igreja Católica a ser condenado por um caso que envolve pedofilia, anunciou também nesta terça-feira (14) que recorrerá da sentença.

A justiça ordenou que a pena seja cumprida imediatamente na casa da irmã de Wilson por pelo menos seis meses, quando o australiano poderá ser colocado em liberdade condicional. O ex-arcebispo terá que utilizar um dispositivo de localização.

Wilson pediu renúncia de seu cargo em julho deste ano, após fortes pressões da comunidade cristã e do primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull.

Entenda o caso:

O clérigo foi declarado culpado em maio deste ano por manter em segredo os abusos sexuais cometidos pelo sacerdote James Fletcher nos anos 70, quando os dois serviam na diocese de Maitland, em Newcastle, na Austrália.

Evidências apontaram que Wilson foi avisado diversas vezes em 1976 das ações de Fletcher, que morreu na prisão em 2006, aos 65 anos, somente um ano depois de ser condenado a oito anos de cárcere por nove atos de pedofilia cometidos entre 1989 e 1991.

Na sentença que condenou Wilson, em 13 de julho deste ano, Stone disse que o clérigo foi motivado principalmente pelo desejo de proteger a Igreja Católica e que "não foram demonstrados remorso nem contrição por parte dele". (ANSA)

Repórter PB

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