
20/03/2026 às 06:50
O porteiro Ramon Barbosa, de 26 anos, foi vítima de um grave erro de identificação que o levou à prisão na última semana, em Campina Grande.
Abordado pela Polícia Militar ao sair do trabalho no bairro do Catolé, o jovem passou a noite na delegacia devido a um mandado de prisão expedido em seu nome por crimes que, na realidade, teriam sido cometidos por seu irmão, Carlos Eduardo, em 2021.
A confusão começou quando Carlos, ao ser preso por assalto em João Pessoa, forneceu o nome completo de Ramon às autoridades. De acordo com a defesa, a informação não foi checada na época. Como os irmãos foram separados na infância e não mantinham contato, Ramon desconhecia o uso indevido de seus dados. Enquanto o verdadeiro autor do crime estava foragido da Justiça da capital, o porteiro — que em 2021 servia ao Exército em Campina Grande — seguia uma rotina de trabalho idônea e sem antecedentes.
Em depoimento à TV Correio, Ramon descreveu a experiência como "constrangedora e desrespeitosa", ressaltando a indignação de ser tratado como criminoso diante de colegas e moradores do condomínio onde trabalha. Os próprios policiais que efetuaram a prisão chegaram a suspeitar do equívoco durante a abordagem.
Agora, a defesa do jovem busca não apenas a correção definitiva dos registros judiciais, mas também a responsabilização do Estado pela prisão indevida e pelo dano moral causado.
Fonte: Repórter PB
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