A Polícia Civil do Distrito Federal investiga uma ocorrência envolvendo o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho, eleito deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições de outubro de 2026. O episódio foi registrado na noite de segunda-feira (2), nas proximidades da Vila Olímpica de Santa Maria, no Distrito Federal, e ganhou repercussão após relatos de testemunhas sobre uma suposta tentativa de aproximação de crianças que estavam no local.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), testemunhas afirmaram que Ricardo teria acionado os faróis de seu veículo e realizado gestos em direção a crianças que participavam de atividades esportivas nas proximidades.
Ainda conforme o relato divulgado pela corporação, ao ser questionado por pessoas presentes, o ex-governador teria afirmado ser policial, supostamente para intimidá-las. A PMDF informou que ele não integra seus quadros. Embora algumas publicações mencionem patentes militares, não há confirmação documental de que Ricardo tenha se apresentado especificamente como coronel.
A defesa do ex-governador contesta as acusações e apresenta uma versão diferente dos acontecimentos.
O advogado Igor Suassuna afirma que Ricardo Coutinho estava acompanhando o enteado em uma atividade esportiva quando teria sido abordado e ameaçado por um homem. Segundo a defesa, o político foi vítima de uma suposta tentativa de extorsão e decidiu acionar a Polícia Militar para garantir sua segurança e a do adolescente.
A esposa do ex-governador, Amanda Rodrigues, também se manifestou publicamente, afirmando que o desentendimento ocorreu durante uma atividade esportiva do filho e sustentando que Ricardo procurou as autoridades por iniciativa própria.
O secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, Renato Junqueira, também comentou o episódio e defendeu uma investigação rigorosa para esclarecer os acontecimentos.
Após a ocorrência, Ricardo Coutinho prestou esclarecimentos na delegacia e foi liberado. O caso foi inicialmente registrado na 20ª Delegacia de Polícia e encaminhado à 33ª DP, responsável pela investigação na região de Santa Maria.
Entre os pontos que ainda precisam ser esclarecidos estão a existência de imagens de câmeras de segurança, o conteúdo dos depoimentos das testemunhas, a alegação de que o ex-governador teria se identificado como policial e a suposta tentativa de extorsão denunciada pela defesa.
Até esta quarta-feira (4), não há confirmação pública de indiciamento, prisão preventiva ou denúncia criminal formal apresentada pelo Ministério Público em relação ao episódio.
A Polícia Civil deverá analisar os elementos reunidos para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e verificar as versões apresentadas.
O caso permanece sob investigação, sem conclusão oficial sobre eventual prática de crime. A existência de relatos e suspeitas não representa comprovação de responsabilidade criminal.
Com informações divulgadas pela Polícia Militar do Distrito Federal, CNN Brasil, Jornal da Paraíba e manifestações públicas da defesa.