
28/08/2026 às 18:42
A geração de emprego na Paraíba continua em alta e registrou mais contratações do que demissões pelo quinto mês consecutivo no ano. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, divulgados nesta sexta-feira (28), mostram que a Paraíba gerou um saldo de 2.307 postos formais em julho, resultado de 24.972 admissões contra 22.665 desligamentos.
A Paraíba (2.307) ficou com o terceiro maior saldo da região Nordeste, atrás apenas da Bahia (4.664) e do Ceará (4.181).
Quatro dos cinco setores tiveram saldo positivo em julho. O setor industrial liderou saldo com 1.298 postos. Em seguida, vieram os setores de serviços (571) e construção (418), enquanto em quarto ficou o setor agropecuário (152). O único setor que registrou queda foi o do comércio (-132)
Além de julho (2.307), os meses de março (962), abril (2.072), maio (2.133) e junho (2.462) registraram saldo positivo. No acumulado de janeiro a julho, a Paraíba acumula saldo de 9.060 postos, diferença de 160.362 admissões contra 151.302 desligamentos.
ESTOQUE ATINGE 558 MIL EMPREGOS – Com o saldo de julho, o estoque de empregos ativos na Paraíba chegou à marca de 558.233 trabalhadores com vínculo empregatício formal, nos cinco setores privados, alta de 0,41% no estoque. Esses dados não incluem o setor público.
O estoque de empregos é a soma total de trabalhadores que estão ativos (empregados) com carteira assinada no Estado do setor privado. Ele funciona como uma "fotografia" do mercado de trabalho. Diferente do saldo mensal, que mostra apenas a diferença entre contratações e demissões do mês, o estoque revela o volume total acumulado de vagas preenchidas e ativas.
O secretário de Estado da Fazenda (Sefaz-PB), Marialvo Laureano, destacou que a geração de emprego formal no Estado da Paraíba tem sido consistente nos últimos anos e o ano de 2026 não tem sido diferente. “Já criamos mais de 9 mil postos de saldo e com boa parte deles ainda no primeiro semestre, quando a atividade econômica ainda é menos aquecida do que o segundo semestre historicamente, o que aumenta a expectativa de uma geração de emprego ainda mais forte nos próximos meses”, apontou.
Marialvo Laureano lembrou ainda que “o excelente retrospecto na geração de emprego tem reduzido a taxa de desocupação do Estado para os menores níveis da série histórica da PNAD C do IBGE. A taxa de desocupação baixou no segundo trimestre do ano para 5,4%, batendo o recorde do 4º trimestre do ano passado (5,6%). Na verdade, temos batido recorde em cima de recorde positivo nesse indicador do emprego”, apontou.
CENÁRIO REGIONAL – A região Nordeste apresentou o segundo saldo positivo de julho (+18.973 postos), ficando atrás apenas da Região Sudeste (21.668 postos), que liderou o saldo no último mês entre as cinco regiões. As outras três regiões vieram depois: Centro-Oeste (+9.943 postos); e o Norte (8.375 postos). Já a região Sul registrou saldo negativo de 628. Em julho, o Brasil registrou um saldo de 58.568 novos empregos.
Fonte: Repórter PB
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