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Enfermeiro testa positivo para Covid-19 seis dias após ser vacinado

Além de não ter recebido a segunda dose do imunizante, Matthew trabalhava em dois hospitais e teve contato com pacientes infectados.

O enfermeiro norte-americano Matthew W. foi diagnosticado com Covid-19 oito dias após ser vacinado com o imunizante Pfizer/BioNtech, informou o site 10.news, da rede ABC News. O profissional de saúde foi vacinado no dia 18 de dezembro e registrou a ocasião em uma postagem no Facebook. Quase uma semana depois, contudo, sentiu-se mal e, ao realizar o teste para a detecção do coronavírus, recebeu o resultado positivo. Matthew trabalha em dois hospitais e ainda não havia tomado a segunda dose da vacina. A eficácia de 95% do imunizante só é garantida após a administração das duas doses.

Em sua postagem, o enfermeiro afirmou que, além de uma leve dor no braço, não sentiu nenhum efeito colateral ao receber a primeira dose da vacina. Após ser imunizado, Matthew voltou ao trabalho, que incluiu um turno na unidade de Covid-19 em um dos hospitais. Na véspera de Natal, ele passou a sentir calafrios, fortes dores musculares e fadiga.

No dia 26 de dezembro, o enfermeiro foi testado para Covid-19 e recebeu o resultado positivo.

Em entrevista à filiada da ABC News, Christian Ramers, especialista em doenças infecciosas do Family Health Centers de San Diego afirmou que o caso de Matthew não é algo inesperado, uma vez que ele se expôs ao vírus antes de receber a segunda dose da vacina, essencial para garantir a proteção contra o Sars-CoV-2.

Os resultados dos imunizantes não são imediatos, de acordo com Ramers, que atua no painel consultivo clínico para o lançamento da vacina nos Estados Unidos. O médico ressaltou, ainda, que é possível que Matthew tenha se infectado antes de receber a vacina, pois o período de incubação pode chegar a duas semanas. “Sabemos, a partir dos ensaios clínicos de vacinas, que leva cerca de 10 a 14 dias para que você comece a desenvolver proteção”, completou.

Mesmo após a vacina começar a proteger o organismo, é preciso lembrar, de acordo com o especialista, que a proteção não é total. “Acreditamos que essa primeira dose lhe dê algo em torno de 50% e você precisa da segunda dose para chegar a 95%”, disse o médico.

Segundo Ramers, é importante ter a noção de que, mesmo com a vacina, a pandemia não acabará de uma hora para outra. “Você ouve os profissionais de saúde sendo muito otimistas sobre isso ser o começo do fim, mas vai ser um processo lento, semanas a meses enquanto lançamos a vacina”, alertou. O caso, segundo ele, é um bom lembrete de que máscaras, lavagem de mãos e distanciamento social serão medidas importantes mesmo após a vacinação.

Com Metrópoles

Repórter PB

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