
31/05/2026 às 14:30
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira tarifária amarela será mantida durante todo o mês de junho.
Com a medida, as contas de luz dos consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) continuam sofrendo uma taxa extra. O valor do acréscimo está fixado em R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, repetindo o patamar que já havia sido adotado no mês de maio.
De acordo com o órgão regulador, a manutenção da taxa adicional é um reflexo direto do avanço do período seco no Brasil. A escassez de chuvas reduz o volume dos reservatórios e afeta a produção das usinas hidrelétricas, tornando necessário o acionamento de usinas termelétricas, que possuem um custo operacional significativamente mais elevado.
O cenário atual interrompe a sequência positiva do primeiro quadrimestre do ano (janeiro a abril), período em que vigorou a bandeira verde, que não gera custos extras aos consumidores devido às condições hídricas favoráveis da época.
Vigente desde 2015, o sistema de bandeiras tarifárias funciona como um sinalizador mensal dos custos variáveis da geração de energia no país, dividindo-se entre as cores verde (sem acréscimo), amarela (condições menos favoráveis) e vermelha — esta última dividida em dois patamares de gravidade, que podem elevar a cobrança em até R$ 7,87 a cada 100 kWh.
A definição mensal cabe ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que reavalia a capacidade de armazenamento do país e projeta os gastos reais do setor, permitindo que o consumidor ajuste seus hábitos de consumo frente às oscilações climáticas e financeiras do mercado energético.
Fonte: Repórter PB
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