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Crise no Governo, Planalto reavaliação comunicação para acabar crise e ineficiência

Embora o presidente Jair Bolsonaro conteste os resultados das pesquisas que mostram a queda na aprovação de seu governo

Embora o presidente Jair Bolsonaro conteste os resultados das pesquisas que mostram a queda na aprovação de seu governo , o Palácio do Planalto deflagrou uma reestruturação da comunicação para melhorar a imagem do Executivo. A avaliação interna é que a área foi ineficiente e amplificou crises nos cem primeiros dias de governo. O presidente também tem sido aconselhado por militares a melhorar seu relacionamento com a imprensa.

A chegada do empresário Fábio Wajngarten, nomeado na última sexta-feira para comandar a Secretaria de Comunicação, substituindo Floriano Barbosa, faz parte da tentativa do Planalto de se tornar mais eficaz no relacionamento com a população e a imprensa.

Ex-sócio da empresa de verificação de audiência Controle da Concorrência, ele é visto como mais hábil para a função. Barbosa era tido como engessado e sem interlocução com o setor. Ambos gozam da confiança de Carlos Bolsonaro, filho do presidente que, segundo interlocutores, é quem na prática dá as cartas na comunicação do Planalto.

Ao assumir, o novo secretário tomou como principal missão levar às ruas a campanha publicitária da reforma da Previdência. A estratégia da propaganda sobre a importância das novas regras, principal plataforma do governo, está em fase embrionária. As peças de TV, rádio e demais veículos sequer foram aprovadas.

Mesmo antes de ser efetivado no cargo, Wajngarten já circulava no Planalto e fazia reuniões com assessores e agências de comunicação prestadoras de serviço ao governo. Ele se encontrou com o vice-presidente Hamilton Mourão, cujas declarações — geralmente, opostas às de Bolsonaro — costumam causar desconforto no núcleo duro do governo.

Repórter PB

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