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FGC fecha 2025 com déficit de R$ 17,1 bilhões após quebra do Banco Master

A intervenção do Banco Central ocorreu após o agravamento da situação da instituição, que enfrentava dificuldades de liquidez

Da Redação Repórter PB

29/04/2026 às 07:32

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Imagem Banco Master

Banco Master ‧ Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) encerrou o ano de 2025 com déficit de R$ 17,1 bilhões, impactado principalmente pela liquidação do conglomerado Banco Master, determinada pelo Banco Central em novembro do mesmo ano. As informações constam no Relatório Anual 2025, divulgado nesta terça-feira (28). Apesar do resultado negativo, o fundo mantém patrimônio estimado em R$ 123 bilhões, sustentado pelas contribuições obrigatórias das instituições financeiras associadas.

De acordo com os dados apresentados, o impacto direto da quebra do Banco Master é estimado em cerca de R$ 52 bilhões, com desembolsos realizados ao longo de 2025 e previstos também para 2026. O FGC foi acionado para garantir os depósitos de clientes dentro do limite de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, no maior volume de pagamentos já registrado pelo mecanismo. Antes da liquidação, o fundo já havia concedido assistência de liquidez ao conglomerado, em tentativa de evitar um efeito sistêmico no mercado financeiro.

A intervenção do Banco Central ocorreu após o agravamento da situação da instituição, que enfrentava dificuldades de liquidez. O modelo de negócios do Banco Master, baseado em captações com alta rentabilidade, entrou em colapso em meio a suspeitas de irregularidades, atualmente investigadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.

Os efeitos da crise se estenderam para 2026. Segundo o relatório, o FGC já provisionou mais R$ 11,2 bilhões após a liquidação de outras duas instituições: a Will Financeira, em janeiro, e o Banco Pleno, em fevereiro. As quebras são apontadas como desdobramentos do cenário gerado pelo colapso do sistema ligado ao Banco Master.

Criado para atuar como um mecanismo de proteção ao sistema financeiro, o FGC garante depósitos e investimentos até o limite legal em caso de falência de instituições bancárias. Embora sua posição patrimonial ainda seja considerada sólida, os números registrados em 2025 e os valores já provisionados em 2026 indicam o impacto relevante da crise recente no setor.

Até o momento, não houve pronunciamento oficial da Câmara de Vereadores sobre o assunto.

Fonte: Repórter PB

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