
13/08/2026 às 12:41


As diligências são na cidade do Rio e em municípios da região metropolitana, como São Gonçalo, Niterói, Magé, Itaboraí, Duque de Caxias, São João de Meriti, Queimado. Esses cinco últimos ficam na região chamada Baixada Fluminense.
Na Cidade de Deus, na Zona Sudoeste do Rio, houve troca de tiros e dois homens foram baleados. Com eles, a PM apreendeu uma pistola, uma granada, um radiotransmissor e uma mochila contendo drogas. Os dois feridos foram socorridos e encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge.
No Quitungo, comunidade de Brás de Pina, na zona norte, um homem foi preso. Ele é suspeito de participar da morte do sargento da PM Marco Antônio Matheus Maia, em dezembro de 2024. Com ele, a polícia apreendeu um fuzil AR-10.
Em algumas regiões, como o Morro do Andaraí, na Zona Norte, a ação busca conter disputa territorial entre quadrilhas rivais que tem levado medo a moradores.
De acordo com a organização não governamental Instituto Fogo Cruzado, somente no mês de julho, a Região Metropolitana do Rio registrou ao menos 34 tiroteios motivados por conflitos entre facções criminosas e milícias. O número é o maior registrado no ano e dobrou em relação a junho.
No Complexo do Chapadão, também na Zona Norte, policiais realizaram a retirada de barricadas. O conjunto de favelas fica perto de vias expressas e serve de base para quadrilhas de roubo de carga.
Na Vila Vintém, na Zona Oeste, dois suspeitos foram presos. Um fuzil também foi apreendido nas comunidades da Coronel e da Nova Brasília, em Niterói.
A ação coordenada acontece um dia depois de a fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, ter sido baleada dentro de um ônibus, em Vicente de carvalho, na Zona Norte. O caso foi durante confronto entre policiais militares e criminosos.
De acordo com levantamento da organização não governamental Instituto Fogo Cruzado, a fonoaudióloga foi a milésima pessoa baleada no Grande Rio em 2026.
O estudo aponta que, até 12 de agosto, 537 pessoas foram mortas e 463 ficaram feridas por disparos de arma de fogo na região metropolitana.
“Isso significa uma média de 30 pessoas baleadas por semana, ou quatro por dia”, destaca a ONG.
Cerca de metade das vitimas (509) foi baleada durante operações policiais. O levantamento detalha que 63 pessoas foram vítimas de balas perdidas em 2026, sendo 15 mortas e 48 feridas.
Para o coordenador do Fogo cruzado, Carlos Nhanga, o caso da fonoaudióloga expõe como a violência armada não se restringe aos locais de confronto.
“A violência também impõe riscos a quem circula pela cidade, inclusive dentro de ônibus e outros meios de transporte”, diz.
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