
08/08/2026 às 10:17
Quando foi a última vez que você conferiu os níveis de colesterol no sangue? Neste Dia Nacional de Combate ao Colesterol, o alerta é direcionado a uma condição que atinge 4 em cada 10 brasileiros e, na maioria das vezes, não apresenta sintomas. O colesterol alto pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, principal causa de morte no país, segundo o Ministério da Saúde.

Além de compor estruturas celulares de órgãos do corpo, o colesterol é um tipo de lipídio importante para a produção de hormônios e de ácidos biliares, presentes na digestão de gorduras. No entanto, a alta quantidade da substância no sangue pode provocar a obstrução de veias e artérias.
A condição geralmente não apresenta sintomas e pode estar associada tanto a fatores genéticos quanto a maus hábitos de vida, como sedentarismo, alimentação desbalanceada e sono inadequado, entre outros.
O cardiologista Vagner Ferreira explica que existem dois tipos de colesterol, popularmente conhecidos como "bom" e "ruim":
“LDL, que é o colesterol chamado ruim, é uma lipoproteína que transporta o colesterol para todos os nossos tecidos. Quando ele tá elevado, ele favorece, ele predispõe o acúmulo de gordura nas artérias, que é a formação da placa de aterosclerose, que é a principal causa de infarto e AVC. Já o HDL, que é a lipoproteína de alta densidade, o famoso colesterol bom, ele faz o papel contrário, ele ajuda a remover o excesso de colesterol da nossa circulação”.
A única forma de conferir os níveis de colesterol é por meio de um exame de sangue, que também permite identificar outros marcadores de problemas cardiovasculares associados ao colesterol, como a apolipoproteína B.
“Ela vai representar a quantidade total de partículas de colesterol que estão circulando no nosso organismo. E, quanto maior essa apolipoproteína B, maior será a quantidade de partículas que podem penetrar nas nossas artérias, no endotélio, na camada mais interna dos nossos vasos e formar as placas. E isso pode acontecer mesmo quando o nosso LDL possa estar dentro da normalidade”.
Segundo o médico, esse marcador oferece maior precisão para avaliar o risco de problemas cardiovasculares do que a simples contagem do LDL. Além da ApoB, a medição da Lipoproteína A também ajuda a identificar possíveis doenças.
“Ela tem um envolvimento, uma relação muito forte com a questão genética, ela sofre pouca influência da alimentação ou da atividade física e ela tá muito associada a maior risco de infarto, AVC e obstruções da nossa válvula aórtica. E atualmente as diretrizes recomendam que essa lipoproteína A, ela seja medida pelo menos uma vez na vida nos adultos, principalmente naqueles que tem um histórico familiar de alguém que teve um infarto precoce”.
Em casos de níveis elevados de Lipoproteína A, os cuidados devem ser redobrados, já que não existe tratamento específico para essa condição.
Pessoas idosas, com sobrepeso, obesidade, diabetes ou que fumam estão entre os grupos de risco. A recomendação é buscar avaliação médica e acompanhar periodicamente os níveis de colesterol no sangue, principalmente em casos de histórico familiar de doenças cardiovasculares precoces.
*Com supervisão de Daniel Ito
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