
06/08/2026 às 17:20
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta quinta-feira (6), punir o ministro Marco Buzzi com o afastamento de suas funções, além de propor a perda do cargo. A decisão foi tomada após a apuração de denúncias de crimes sexuais contra o magistrado.

O tribunal reconheceu, por unanimidade, que o ministro Buzzi cometeu infrações disciplinares. Dos 28 ministros, apenas quatro divergiram em relação à punição, defendendo a aposentadoria compulsória em vez da perda do cargo.
O magistrado foi julgado por duas acusações de crimes sexuais. Uma delas foi feita por uma jovem de 18 anos, que afirmou ter sido vítima de importunação sexual durante um banho de mar. A outra denúncia foi feita por uma servidora pública, que relatou ter sofrido assédio sexual no gabinete do ministro do STJ. Buzzi nega qualquer comportamento criminoso ou inadequado.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) alterou sua posição no julgamento desta quinta, pedindo a perda do cargo do ministro. Ainda cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF). O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ainda analisará o pedido de perda do cargo.
Com a decisão do STJ, o ministro permanecerá afastado de suas funções, recebendo remuneração proporcional ao tempo de contribuição. Buzzi já estava afastado desde fevereiro.
Nesta semana, o CNJ extinguiu a aposentadoria compulsória como punição máxima para magistrados, aprovando regras que permitem a perda do cargo.
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