
05/08/2026 às 17:40
Oito cidades do Nordeste concentraram todas as notas máximas do Ideb, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, em 2025, do 1º ao 5º ano ano do ensino fundamental da rede municipal. Cinco delas, no Ceará, e três em Alagoas. Nessa mesma etapa, os destaques entre os estados ficam com o Paraná, que teve média 7, seguido de Ceará e Santa Catarina, que ficaram acima da média nacional, de 6,3. 

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (5), pelo Ministério da Educação, por meio do Ideb, que avalia a qualidade da educação brasileira, nas três etapas do ensino básico: anos iniciais e finais do ensino fundamental e o ensino médio.
Os anos iniciais correspondem ao período em que a alfabetização é o principal foco educacional. No levantamento do Ideb, o número de cidades que ficaram com notas abaixo de 4,9 reduziu de 1.097 para 442.
Na avaliação do Ministério da Educação, os baixos índices estão ligados principalmente a fatores socioeconômicos. De acordo com o ministro da pasta, Leonardo Barchini, esses mais de quatrocentos municípios receberão atendimento específico.
"A ideia do Ministério da Educação é que esses 442 municípios sejam chamados para uma assistência técnica específica e individualizada , para que a gente não deixe ninguém para trás. Para que todos os municípios brasileiros possam oferecer para as crianças brasileiras uma educação de qualidade, com bom acesso, boa infraestrutura e com a proficiência no centro das escolas brasileiras."
Em relação aos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano ano, o Paraná ficou no topo do ranking entre os estados, seguido por Ceará e Goiás. Também no Ceará fica a cidade que tirou nota 10 nos anos iniciais. Pires Ferreira saiu de 3,4 em 2005 para 9,1 em 2025, nos anos finais. Na média nacional, o Brasil ficou com nota 5,3 nesta etapa.
Em relação ao ensino médio, o Brasil alcançou Ideb de 4,5, a única etapa que ficou abaixo da meta de 5,2. Neste caso, a maior nota por estado foi 5,1, numa escala que também vai até 10. O Paraná lidera mais essa lista, seguido do Piauí, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Os estados do Amapá, Maranhão e Roraima não alcançaram nem a nota 4.
Com base nos dados do Ideb, o ministro Leonardo Barchini avalia que o Brasil obteve recuperação educacional acima do previsto em relatórios internacionais, como da Unesco, após o período da pandemia de covid-19:
"Os relatórios dos organismos internacionais apontavam que o Brasil demoraria de 10 a 13 anos para conseguir voltar aos níveis pré-pandemia. O que os resultados do Ideb mostram é que a gente conseguiu voltar àquela situação pré-pandemia. A recuperação do Brasil, ao contrário de muitos países do mundo, foi mais rápida. Isso mostra a resiliência da rede da educação pública brasileira na educação básica.
Os resultados das três etapas alcançaram os maiores valores do Ideb, que começou em 2005. O índice leva em conta o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica, junto com as taxas de aprovação do Censo Escolar.
No levantamento de 2025, que considera as redes públicas e particulares, foram avaliadas mais de 25 milhões de matrículas do ensino fundamental, no país. E no ensino médio, foram mais de 7 milhões.
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