
23/07/2026 às 12:30
O Brasil registrou, em 2025, o menor índice de mortes violentas intencionais desde o início da série histórica, em 2012. Os dados fazem parte da 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23).

A taxa caiu de 20,6 para 19, 1 mortes por cem mil habitantes, uma redução de 8,2 % em comparação a 2024.
O levantamento considera homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, além de mortes provocadas por intervenções policiais e de policiais em serviço ou fora do horário de trabalho.
Pela primeira vez, a taxa nacional ficou abaixo de 20 mortes por cem mil habitantes. Em 2012, quando o indicador começou a ser acompanhado, o índice era de 27,7.
Entre os crimes que diminuíram: latrocínios teve recuo de 17 %, e as lesões corporais seguidas de morte caíram mais de 15%. Já as mortes decorrentes de ação policial aumentaram 5,4 % e os feminicídios cresceram 4%.
Apesar da melhora no cenário nacional, sete estados registraram aumento de mortes violentas. Entre eles está o Rio de Janeiro, com alta de 2,1%. Já as maiores reduções foram observadas no Amazonas, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.
O Anuário também revela o avanço da violência contra a mulher. Em 2025, o país registrou que 44,4% dos assassinatos de mulheres foram motivados por razões de gênero. Este índice é o mais alto desde que o feminicídio foi incluído no Código Penal, em 2015.
Ao todo, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio no ano passado, uma média de quatro mortes por dia. As tentativas de homicídio também aumentaram. Foram mais de 4.100 casos registrados, quase três tentativas para cada feminicídio consumado.
As maiores taxas de violência letal de gênero foram registradas nas regiões Centro-Oeste e Norte. Já Sudeste, Nordeste e Sul apresentaram índices menores.
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