
21/07/2026 às 12:40
Mais uma vez o PCC está na mira do Ministério Público de São Paulo. Nesta terça-feira (21), são cumpridos 36 mandados na ação que apura a atuação de doleiros e operadores financeiros da organização criminosa. 

A Operação Janus investiga o envolvimento do Primeiro Comando da Capital em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e a participação da facção em tribunais do crime. Em São Paulo, os agentes cumprem 18 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão.
A Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros de pessoas físicas até o limite de R$ 10 milhões, além de outras medidas contra empresas participantes do esquema. Também foram determinados o bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras, a indisponibilidade de imóveis e veículos e o sequestro de bens.
A investigação aponta a movimentação de recursos em benefício de integrantes e colaboradores do PCC. Os suspeitos teriam realizado operações com entrega de dinheiro vivo e transferências bancárias, além do uso de empresas e contas de fachada. Segundo as apurações, a organização criminosa resolvia, ainda, conflitos patrimoniais por meio de julgamentos nos tribunais do crime.
O nome da Operação Janus é uma referência ao Deus romano das mudanças, passagens e transições. A escolha simboliza o caminho que o dinheiro fazia: do papel-moeda, em espécie, até o sistema financeiro formal.
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