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Médicos têm até 26 de agosto para se adaptar sobre uso de IA

Rádio Agência

14/05/2026 às 15:57

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O Conselho Federal de Medicina estabelece limites, responsabilidade, transparência no uso da IA, inteligência artificial, reforçando o papel central do médico e a proteção dos dados dos pacientes. Quase 20% dos médicos brasileiros utilizam tecnologias de inteligência artificial generativa em suas rotinas profissionais. Os dados são da pesquisa TIC Saúde de 2024, desenvolvida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação.

Pensando nesses dados, o Conselho Federal de Medicina lançou em março de 2026, a resolução 2.454 de 2026 que normatiza o uso de IA na medicina. A engenheira elétrica e coordenadora do eixo Saúde Pública do IMCT Amazônia, professora Evelyn Gomes, fala da realidade atual.

"O Conselho Federal de Medicina aprovou em fevereiro de 2026 o regulamento 2.454, que trata do uso da inteligência artificial na prática médica. Esse regulamento, ele já é esperado por toda comunidade científica, né, que tem desenvolvido já a ferramenta de IA, porque ele vem a trazer diretrizes sobre como essas ferramentas que utilizam inteligência artificial podem ser e devem ser utilizadas, né, pelo profissional da saúde, no caso, o médico. Um outro ponto importante é que em nenhum momento a inteligência artificial, ela deve ser utilizada de maneira exclusiva para determinar algum tipo de diagnóstico, tá? tratamento. Essas ferramentas, elas devem servir como um apoio".

A tecnologia não pode comunicar diagnóstico ou tratamento sem a participação do médico. As informações do paciente devem seguir regras rígidas de segurança e privacidade. O médico é responsável pelo cuidado e deve usar a inteligência artificial com senso crítico.

Entender as características da inteligência artificial pode ajudar o médico de diversas formas, como na varredura de bases de dados de referência, interpretação de exames de imagem, detecção precoce de padrões patológicos em radiografias, tomografias e ressonâncias magnéticas, entre outros usos. Se o médico vai usar a inteligência artificial no dia a dia, essa é uma decisão que deve ser tomada por ele e comunicada ao paciente.

Profissionais devem se informar sobre a resolução até 26 de agosto deste ano, quando as diretrizes entram em vigor. Evelyn Gomes dá mais informações.

"Os médicos não são obrigados a fazer uso de ferramentas de ar na sua prática e também os pacientes também não são obrigados a aceitar o uso de ferramentas de ar na prática médica. Por isso é muito importante que esse essa utilização, ela seja sempre transparente, tanto por parte do médico, quanto por parte do paciente. No Brasil, sobre o desenvolvimento de pesquisas que utilizam, né, que fazem uso de inteligência artificial para o desenvolvimento de modelos que venham a ser aplicados na saúde pública, para nós, pesquisadores, o CFM não traz muita novidade. Por quê? Porque a gente já vem o utilizando, já é de praxe no Brasil, o desenvolvimento da pesquisa ser baseado em conceitos éticos, né? Para isso nós temos os conselhos de ética em pesquisa. Sempre que a gente trata de pesquisa com o ser humano, a gente precisa submeter as nossas pesquisas, né, aos conselhos".

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