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Unicef destaca aumento da cobertura vacinal contra o HPV no Brasil

Rádio Agência

29/04/2026 às 21:06

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Relatório do Unicef - Fundo das Nações Unidas para a Infância - mostra um salto nas taxas de vacinação no Brasil contra o HPV, entre meninos e meninas. O Papilomavírus Humano é um dos principais vírus transmitidos sexualmente, responsáveis pelo câncer de colo de útero, ânus, garganta e pênis.

Segundo a agência da ONU, a cobertura vacinal entre as meninas passou de cerca de 79% em 2021 para 86% em 2025. Já entre os meninos, houve aumento de 41 para 74,5% no mesmo período.

Disponível gratuitamente no SUS desde 2014, a vacina contra o HPV era aplicada, no início, apenas nas meninas e, a partir de 2017, foi estendida aos meninos, nos dois casos, na faixa etária de 9 a 14 anos.

A chefe de Saúde do UNICEF no Brasil, Luciana Phebo, afirma que esse aumento ocorreu por conta da oferta dos imunizantes nos postos de saúde e campanhas de vacinação promovidas em escolas.

“É uma política pública histórica no Brasil e o UNICEF aponta como estratégia acertada. Porque, afinal de contas, é lá onde estão as crianças e adolescentes na maior parte do tempo, um grande número de crianças e adolescentes está na escola e aí a vacina tem que ir onde as crianças e adolescentes estão”.

Ela reforça, no entanto, que também é preciso olhar para as demais vacinas, já que diversas áreas do Brasil ainda sofrem com baixa adesão.

“É importante ficar alerta para as demais vacinas para que as coberturas vacinais não abaixem, não diminuam. Cobertura de um modo geral vem aumentando, mas em alguns municípios as coberturas continuam baixas. E, como o vírus e a bactéria não identificam a fronteira, ter um grupo de maior vulnerabilidade, com baixa cobertura, pode ser suficiente para que o vírus ou que uma bactéria se dissemine no Brasil”.

Para a chefe de Saúde do UNICEF, a baixa cobertura também se dá por conta da desinformação e negacionismo crescentes nos últimos anos - algo que só pode ser combatido por meio da educação.

“É muito importante você trabalhar com dados, mas tem que ir além disso. Você tem que mostrar confiança, que a sua fonte é uma fonte que as pessoas confiam. Passa também por questões de valores. Nós estamos apostando muito também em estratégias falem sobre o comportamento social das pessoas e aí passa pela hesitação vacinal, crenças, por informações que possam ser, deliberadamente, informações erradas”.

Fruto do esforço coletivo entre o Unicef e o Ministério da Saúde, uma das estratégias é a iniciativa, batizada de “Unidades Amigas das Adolescências”, lançada este ano para garantir atendimento de qualidade no SUS à faixa etária de 10 a 19 anos. O trabalho tem como foco áreas estratégicas, que vão desde a saúde mental à promoção de hábitos saudáveis.  

“Com colaboração de Cláudia Bojunga, sob supervisão de Vitória Elizabeth

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