
29/04/2026 às 13:25


Em 16% dos municípios menos de 90% das crianças de 4 e 5 anos frequentam a Educação Infantil.
Ao comentar os dados, o diretor-executivo do Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), Ernesto Martins Faria, destacou que é preciso garantir o ingresso na idade adequada.
"Embora o patamar seja expressivo, alto, em uma parte muito importante dos municípios com mais de 90% ou próximo de 90% de atendimento, ainda há uma realidade em muitos municípios longe dessa universalização. De novo, o Norte se destacando, mas isso vai aparecer no Centro-Oeste, vai aparecer mesmo na região Sul. Avançamos bastante, mas não podemos dar como dado que o 4 a 5 está universalizado. Então, não é só sobre garantir o atendimento, mas garantir o ingresso na idade adequada. A criança entrar na educação infantil com quatro anos, então."
De acordo com a pesquisa, a realidade das creches é ainda mais preocupante. Na faixa etária de 0 a 3 anos, 8 em cada 10 municípios registram menos de 60% das crianças matriculadas.
O diretor-executivo do Iede, Ernesto Martins Faria, comentou a importância do estudo.
"O Norte, por exemplo, em termos de taxa de atendimento na zero a três, está num patamar bem preocupante: menos de 30% de alunos matriculados na educação infantil em grande parte, a grande maioria dos municípios abaixo de 30%. É importante, o sistema educacional poder trabalhar já desde cedo pela equidade. A gente sabe que as condições fora da escola são muito desiguais e apoiar as famílias até mesmo em questões sociais mesmo."
Os dados mostram ainda que somente 17% das escolas públicas de Educação Infantil têm todos os itens considerados básicos para o funcionamento adequado, como banheiro, rede de esgoto, coleta de lixo, acessibilidade e internet.
Além disso, é considerado baixo o percentual de estabelecimentos que contam com estruturas fundamentais para o pleno desenvolvimento das crianças nessa etapa: apenas 45% das escolas têm parque infantil e somente 36% têm área verde.
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