
08/04/2026 às 21:03
O Relatório Mundial da Felicidade, realizado pela Organização das Nações Unidas, analisa a qualidade de vida em mais de 140 países e aponta uma relação direta entre o tempo de uso das redes sociais e o bem-estar dos jovens.

Segundo o levantamento, a média global de uso entre adolescentes é de cerca de duas horas e meia por dia — nível associado à queda na qualidade de vida.
No cotidiano, esses impactos já podem ser percebidos no comportamento dos estudantes, como observa a pedagoga Selma Brito.
“Um desafio para nós, e principalmente da nossa geração, é compreender como vamos mediar a aprendizagem para a melhor utilização dos meios e dos recursos neste mundo digital.”
Entre os principais efeitos apontados pelo relatório estão dificuldades de concentração, ansiedade e prejuízos nas relações sociais. O excesso de tempo conectado também pode afetar o desenvolvimento cognitivo e a forma como esses jovens constroem a própria imagem.
“Há a construção de uma mentalidade consumista e de um ideal de mundo do consumo que está sempre disponível. A gente precisa educá-los para entender onde é que ele consome, onde é que ele é consumido e que tipo de escolha ele tem que fazer.”
Diante desse cenário, Selma Brito ressalta a importância de equilibrar o uso das tecnologias com rotinas mais saudáveis e destaca o papel da família nesse processo.
1:54Continuar lendo ...“Existem alguns filtros e isso a família também pode fazer. Tem horário de chegar em casa e dormir, ponto final. Tem horário de estar nas telas, ponto final. Tem horário de sair para conversar com os colegas. Está faltando essa negociação e essa definição de regras. Eles precisam disso.”
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