
03/04/2026 às 15:55
O Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro começou a receber nesta semana documentos históricos do antigo prédio do DOPS, Departamento de Ordem Política e Social, localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro. O órgão serviu para práticas de repressão e tortura durante a ditadura militar.

Por suas dependências passaram nomes como a médica Nise da Silveira, o ativista Abdias Nascimento e a militante Olga Benário, entre outros perseguidos políticos.
Em novembro do ano passado o prédio já havia sido tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como patrimônio cultural brasileiro.
A transferência dos arquivos faz parte de uma série de recomendações do Ministério Público Federal para garantir a preservação da memória deste período do país.
O objetivo do MPF, e também de movimentos sociais, é que o local seja transformado em um memorial dedicado às vítimas da violência de Estado.
O procedimento contou, também, com tratamento do acervo, organização de documentos textuais e bibliográficos e identificação de materiais de maior relevância histórica.
No Arquivo, o material passa a contar com condições técnicas mais adequadas de conservação e catalogação, além de perspectiva futura de disponibilização para consulta pública.
De acordo com o MPF, em uma primeira vistoria no antigo prédio, foram encontrados documentos sem condições mínimas de preservação, em sacos de lixo ou no chão.
Outras iniciativas do Ministério Público Federal para a preservação da memória estão voltadas para os antigos prédios do DOI-Codi e do IML, ambos também no Rio de Janeiro. Assim como o DOPS, os espaços abrigam registros de violações de direitos humanos.
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