
26/03/2026 às 17:07
A solução para a crise do BRB depende do governo do Distrito Federal, segundo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Ele concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (26).

Galípolo vê a atual gestão do banco público empenhada em conseguir resolver os problemas criados pelas operações com o Banco Master. Investigações apuram que o esquema pode ter causado um rombo de cerca de R$ 12 bilhões ao Banco de Brasília.
“Eu tenho assistido o empenho da gestão atual do BRB para tentar equacionar a questão e achar uma solução para a questão, que é uma questão que está menos na mão da gestão efetivamente do BRB, porque é uma questão, hoje, de patrimônio e não de liquidez, que o banco tem que solucionar. E sendo uma questão de patrimônio, é uma questão que envolve uma solução fornecida pelo acionista do banco.”
O presidente do Banco Central afirmou que o caso Master gerou um sentimento de “consternação” entre os servidores, que ainda vivem um “processo de luto” enquanto buscam sanar os problemas identificados. Gabriel Galípolo defendeu uma atualização da Lei da Resolução Bancária, que já tem mais de 50 anos, e pediu apoio para a aprovação da PEC que dá mais autonomia ao Banco Central.
“Estou pedindo a ajuda dos senadores para que a gente possa avançar com a PEC, que pode dar recursos tanto do ponto de vista financeiros, tecnológicos e humanos, para que a gente possa aprimorar e acompanhar tudo que está acontecendo no mundo e transformações no mercado financeiro.”
Dois servidores de carreira do setor de Supervisão Bancária foram descobertos pela Polícia Federal com envolvimento em ações para beneficiar Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Eles foram afastados assim que o Banco Central instaurou uma sindicância. A Controladoria-Geral da União (CGU) também instaurou um processo administrativo sobre o caso.
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