
16/03/2026 às 16:53
Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) investiga o potencial da manteiga de murumuru para criar sistemas sustentáveis de liberação controlada de fármacos. O estudo analisa as propriedades da palmeira amazônica para aplicação principalmente em formulações dermatológicas.

A coordenadora do laboratório, professora doutora Kariane Mendes Nunes, explica como as parcerias permitiram a realização da pesquisa:
“Para a realização desse trabalho, é claro que teve uma força-tarefa de convidar pesquisadores, de fazer parcerias, inclusive parcerias internacionais, como foi o caso da Cristina Padula, professora da Universidade de Parma, no qual nós estabelecemos um acordo de cooperação internacional.”
Os testes em laboratório mostraram resultados promissores, com bom perfil de liberação e penetração cutânea, além da baixa toxicidade. Os estudos são realizados no Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento Farmacotécnico e Cosmético da Ufopa.
A coordenadora do laboratório, professora doutora Kariane Mendes Nunes, destaca que a tecnologia pode contribuir para medicamentos mais seguros, com menos risco de irritação e maior aceitação pelos pacientes:
“O grande salto foi entender que essa manteiga, além de ter propriedades emolientes e propriedades anfifílicas, que propiciam a formação de um sistema líquido cristalino, ela também substitui o tensioativo, que é um excipiente muito caro, utilizado em todos os sistemas emocionais, em todas as emulsões, cremes, na indústria farmacêutica e na indústria cosmética, de alto valor agregado e, em sua maioria, sintéticos e que podem causar algumas alergias e até intoxicações.”
A pesquisa reforça o potencial científico da biodiversidade da Amazônia e abre caminho para novas tecnologias farmacêuticas sustentáveis, capazes de unir inovação, desenvolvimento regional e avanços na área da saúde.
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