
14/03/2026 às 10:02
Passados oito anos o grito que marcou a revolta contra o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, continua ecoando forte em manifestações, eventos e solenidades em que o crime é lembrado. E neste 14 de março não será diferente.

Logo de manhã, a data será lembrada por uma missa, na Igreja Nossa Senhora do Bom Parto, no centro da cidade do Rio de Janeiro, às 10h.
Além de manter viva a memória de Marielle e de Anderson, o ato religioso busca reforçar a luta por justiça e contra a impunidade. Vão participar familiares, movimentos sociais e organizações de direitos humanos.
Luiara Franco, filha de Marielle, diz que a saudade da mãe é permanente e que aumenta quando ganha novos significados. Mas, é nesses momentos que percebe que a caminhada por justiça nesses longos 8 anos, mesmo dolorosa, não foi em vão.
“Inclusive, reafirmação de que valeu a pena a nossa coragem, a nossa força, insistir, cobrar e não deixar esse crime cair no esquecimento. Acho que nada disso vai apagar a ausência da minha mãe, nada disso vai apagar a ausência do Anderson. O que fica é a certeza que a gente vai seguir honrando a memória dela, a memória do Anderson, vai seguir lutando por justiça, né, para outros casos também. Lutar pela minha mãe e pelo Anderson significa esse compromisso com a vida, com a democracia e para que nenhuma outra família precise esperar tantos anos por respostas”.
A missa integra a programação do “Março por Marielle e Anderson”, agenda que reúne atos públicos, atividades culturais e momentos de memória em diferentes espaços da cidade.
Também hoje, sendo que às 16h, será aberta a exposição “Mulher Raça – O Legado de Marielle Franco”, no Centro Cultural Banco do Brasil, no centro do Rio.
Amanhã, a mobilização continua com mais uma edição do “Festival Justiça por Marielle e Anderson, no Circo Voador”, no bairro da Lapa, também na região central carioca. O evento político-cultural vai reunir artistas, movimentos sociais e apoiadores da luta por justiça.
Marielle e Anderson foram assassinados em uma emboscada, no dia 14 de março de 2018. Seus executores, Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, foram condenados em 2024 a penas de prisão de mais de 78 anos e 59 anos, respectivamente. Já e os mandantes, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, foram condenados agora em fevereiro a 76 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado.
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