Sousa/PB -

Extras

Rio tem denúncias de preços abusivos a turistas à beira-mar

Rádio Agência

13/01/2026 às 09:08

Tamanho da Fonte

O verão nas praias do Rio de Janeiro não está só quente, mas também salgado. Nestas férias, casos de preços abusivos e cobranças indevidas em praias do estado e em outras partes do país têm aumentado. Nas últimas semanas, denúncias apontaram cobrança de até R$ 800 no aluguel de itens de praia, além de consumação mínima em quiosques, o que é ilegal, e preços desproporcionais de alimentos em alguns locais. Na praia de Copacabana, frequentadores relataram preços exorbitantes, como o aluguel de um ombrelone a R$ 100 e de uma porção de calabresa com batata a R$ 120. A repercussão na imprensa dos preços abusivos nas praias deixou turistas preocupados, como a enfermeira Natália Vasconcelos e o cozinheiro Carlos Henrique Estevão, que foram passar o dia em Copacabana. Eles vieram de Valença, no Sul Fluminense.

"De sol e cadeira foi mais em conta. Agora, de comida e bebida, realmente os preços são muito altos", diz Natália. "Mas não sei se porque é segunda-feira, hoje em si foi mais em conta do que a gente achou. Ontem nós pagamos R$ 60 na mesma coisa que compramos hoje por R$ 30 em Ipanema ontem", completa Carlos. E em relação à alimentação? "Caro! A bebida é muito cara, a comida é muito cara", aponta o cozinheiro.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou que está estudando a possibilidade de tabelar os preços nas praias para evitar abusos. A ideia é inspirada no modelo adotado em Tel Aviv, em Israel, onde os valores são tabelados para garantir um ambiente mais justo e acessível para os turistas. As secretarias de Ordem Pública e Defesa do Consumidor estão conduzindo o estudo para avaliar a viabilidade dessa regulamentação. Na praia do Leblon, o aluguel de uma cadeira de praia pode custar até R$ 30, mas o preço médio praticado em outras épocas do ano varia entre R$ 15 e R$ 20. Mesmo assim, em geral, muitos turistas estão satisfeitos, como a advogada Maria Drummond, que veio de Belo Horizonte.

"Pois é, eu fiquei surpreendida, porque vi tanta reportagem que está preço exorbitante... aqui não. Cerveja está um preço mais barato até que vários lugares aqui mesmo no Rio, nos bares fora da praia. Eu estou muito bem acolhida. Nós estivemos em Salvador e lá está bem mais caro do que aqui. A barraca grande está um preço razoável, as cadeiras... muito bom. O preço do Rio me surpreendeu para melhor", diz.

Comerciantes como Fernando Alves, gerente de uma barraca na praia do Leblon, têm buscado uma mobilização com ambulantes vizinhos para não perderem clientes.

"A gente procura todo mundo botar o preço tabelado para todo mundo vender a mesma coisa, para não ter abuso de preços. Então assim, a gente combinou todo mundo, e todo mundo fica com o mesmo preço. Então não tem esse de preço a mais não", aponta,

 As denúncias de preços abusivos nas praias do Rio de Janeiro podem ser feitas na central de atendimento 1746, pelo site proconcarioca.prefeitura.rio ou mesmo diretamente para agentes que estejam fiscalizando a praia no momento do passeio. 

3:37

Continuar lendo ...
Ads 728x90

QR Code

Para ler no celular, basta apontar a câmera