Jeronimo Arlindo da Silva, “Galego do Peixe”, Presidente da Colônia de Pescadores Z-23 no Distrito de São Gonçalo no Munícipio de Sousa, relata que os pescadores não podem ser prejudicados com Fake News espalhados sobre “a larva do olho do peixe”.

Conforme “Galego do Peixe”, assegura que o peixe que tem larva no olho não traz nenhum mal para o homem, salientando ainda que não é aconselhado que o peixe seja consumido, apesar de não trazer nenhum problema ao ser humano, que ao identificar o verme no olho do peixe, que seja feito o devido acondicionamento do mesmo em gelo.

“Galego do Peixe” que inclusive tem sua prática de pescado também no Ceará, disse que a Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SMDA), com apoio da A Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (ADAGRI), realizou uma audiência pública com os pescadores e comerciantes de vendas de peixes no Município de Brejo dos Santo Ceará para esclarecer o tema.

O Gerente de inspeção e fiscalização da Pesca e Aquicultura da Adagri, Antônio Albuquerque, explicou que a larva no olho do peixe é uma doença que existe desde o século passado e atinge animais do mundo todo. “Acontece que em 2019 surgiu uma fake news vinculando esse verme no olho à doença de Haff, o que não tem nada a ver e já foi desmentido pelo Ministério da Saúde”, afirma.

Até o momento o Ceará notificou nove casos da síndrome de Haff, no entanto, conforme a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) nenhum dos casos foi percebido na região do Cariri. Apesar de não ter relação com a “doença da urina preta”, a recomendação é evitar o consumo de peixes com qualquer tipo de larva.

Segundo Albuquerque, a Adagri monitora o aparecimento de larvas em peixes no Ceará a fim de esclarecer oficialmente a situação. “A partir dessa fake news que surgiu de novo, as pessoas filmam aquele verme no olho que é comum, não faz mal ao ser humano, vincula a doenças. Então, a Adagri está fazendo coletas e vai identificar a espécie para poder descaracterizar oficialmente”, disse.

No tocante aos pescadores ligados a Colônia Z-23 em São Gonçalo, “Galego do Peixe” ressalta que é preciso os profissionais ficarem atentos a qualquer anomalia encontrado no pescado, e imediatamente fazer o condicionamento em gelo, e encaminhar o peixe ao setor competente para pesquisa.