A defesa do capitão PM Cleomarx Dias de Souza, comandante da 2ª Companhia do 6º Batalhão da Polícia Militar, sediada em Uiraúna, divulgou nesta quinta-feira (29) uma nota pública com a versão do oficial sobre a ocorrência registrada na noite de 25 de outubro de 2026, que envolveu um empresário, filho da prefeita do município.
Segundo os advogados Lorena Araújo Rolim Moreira e Brenno de Souza Moreira, uma guarnição da Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência em um posto de combustíveis de Uiraúna. Conforme a defesa, o filho da prefeita teria importunado os policiais durante o atendimento e, após ser informado de que seria conduzido à Delegacia, teria agredido fisicamente um dos militares com um soco no rosto, provocando lesões e a quebra dos óculos do policial.
A defesa afirma ainda que os fatos foram registrados em Boletim de Ocorrência, que o estabelecimento possui câmeras de monitoramento e que todo o procedimento teria sido acompanhado pelo advogado do conduzido. Segundo a nota, o capitão Cleomarx compareceu ao local na condição de comandante da unidade, com o objetivo de acompanhar a ocorrência e assegurar a legalidade do procedimento.
Defesa contesta versões divulgadas
Na nota, os advogados também contestam informações que passaram a circular, a partir de 26 de outubro, em programas de rádio, blogs, portais e redes sociais.
Segundo a defesa, foram atribuídas ao comandante falas que ele não teria proferido e condutas que não teria praticado, além de supostas motivações político-partidárias. A nota também afirma que a imagem do oficial teria sido associada às expressões “milícia” e “miliciano”.
Os advogados sustentam que as publicações teriam provocado danos à imagem do comandante e também à credibilidade da Polícia Militar da Paraíba e dos policiais envolvidos na ocorrência.
Defesa anuncia medidas judiciais
Diante do que considera declarações ofensivas e conteúdos inverídicos, a defesa informou que já adotou providências nas esferas cível e criminal. Entre as medidas anunciadas estão pedidos de responsabilização, retratação pública e remoção de conteúdos considerados falsos.
A defesa afirma ainda que poderá apresentar às autoridades competentes elementos como Boletim de Ocorrência, imagens das câmeras de segurança e testemunhos.
Os advogados ressaltaram que reconhecem a liberdade de expressão e o papel da imprensa, mas defendem que as informações sobre o caso sejam analisadas com base em provas e dentro das instâncias responsáveis pela apuração.
A nota foi assinada em Cajazeiras, em 29 de outubro de 2026, pelos advogados Lorena Araújo Rolim Moreira e Brenno de Souza Moreira, representantes do capitão Cleomarx Dias de Souza.
N O T A P Ú B L I C A
EM DEFESA DA HONRA DO CAPITÃO PM CLEOMARX DIAS DE SOUZA E DA VERDADE DOS FATOS
Os advogados que subscrevem esta nota, constituídos pelo Capitão PM Cleomarx Dias de Souza,
Comandante da 2ª Companhia do 6º Batalhão de Polícia Militar, sediada em Uiraúna/PB, vêm a público esclarecer o seguinte.
Na noite de 25 de outubro de 2026, uma guarnição da Polícia Militar atendeu ocorrência em posto de combustível de Uiraúna, onde um cidadão, filho da Prefeita Municipal, passou a importunar os policiais em serviço e, ao ser informado de que seria conduzido à Delegacia, agrediu fisicamente um dos militares com um soco no rosto, causando-lhe lesões e a quebra de seus óculos. Os fatos foram registrados em Boletim de Ocorrência, o local é dotado de sistema de monitoramento por câmeras e todo o procedimento foi acompanhado pelo advogado do conduzido. O Capitão Dias Souza compareceu na condição de comandante, justamente para assegurar a legalidade e a lisura do procedimento.
A partir de 26 de outubro, contudo, passou a circular em programas de rádio, blogs, portais e redes sociais da região uma versão completamente dissociada da realidade documentada, na qual se atribuem ao Capitão falas que jamais proferiu e condutas que jamais praticou, inclusive supostas motivações político-partidárias e, de forma especialmente grave, se associa a sua imagem às expressões “milícia” e “miliciano”.
A situação se agrava a cada dia, especialmente com promessas de retaliação e perseguição política. As publicações seguem sendo replicadas e compartilhadas, ampliando o alcance das acusações e expondo indevidamente não apenas a honra e a imagem de um oficial com trajetória dedicada à segurança pública, mas também a credibilidade da própria Polícia Militar da Paraíba e dos policiais que atuaram na ocorrência dentro daestrita legalidade.
Diante disso, informamos que as providências cabíveis já estão sendo adotadas, nas esferas cível e criminal, para a responsabilização pelas declarações ofensivas, a retratação pública e a remoção dos conteúdos inverídicos, sem prejuízo da apresentação, às autoridades competentes, de todos os elementos de prova disponíveis, boletim de ocorrência, imagens das câmeras e testemunhos.
A defesa reafirma seu respeito à liberdade de expressão, à imprensa e às instituições democráticas, mas ressalta que tais garantias não autorizam a imputação de crimes nem a divulgação de fatos sabidamente falsos. Solicitamos aos veículos de comunicação e à população cautela no compartilhamento de conteúdos sobre o caso, que deverá ser esclarecido nas instâncias próprias, com base em provas.
Seguimos à disposição da imprensa para os esclarecimentos que se fizerem necessários.
Cajazeiras/PB, 29 de outubro de 2026.
LORENA Araújo ROLIM Moreira
Advogada – OAB/PB n. 33.977 | OAB/CE n. 58.080-A
BRENNO de Souza MOREIRA
Advogado – OAB/PB n. 28.876 | OAB/CE n. 48.156-A
Advogados do Capitão PM Cleomarx Dias de Souza