Segundo IBGE, Prefeitura de São Bento gasta mais R$ 1 milhão em combustível em 2017

Os gastos são com combustíveis de ambulâncias, ônibus escolares e carros oficiais da prefeitura

O município de São Bento, no Sertão da Paraíba, gastou R$ 1.420.915,53 de combustível em carros oficiais esse ano, ficando atrás em despesas apenas da capital João Pessoa e Campina Grande, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A chefe de gabinete da prefeitura, Marjara Rodrigues, informou que os gastos em 2016 chegaram a cerca de R$ 2 milhões em gasolina.

Os gastos são com combustíveis de ambulâncias, ônibus escolares e carros oficiais da prefeitura. De acordo com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), os gastos em João Pessoa chegam a R$ 4.138.466,41 e, em Campina Grande, os valores são de R$ 2.643.893,94.

Com esse dinheiro, levando em consideração que o litro de gasolina custa R$ 3,80, é possível dar mais de 90 voltas em torno do planeta terra, ou um carro popular poderia fazer mais de 9 mil viagens da cidade de São Bento para a capital João Pessoa, o equivalente a mais de 100 viagens por dia.

De acordo com o relatório do Tribunal de Contas da Paraíba, os maiores gastos em São Bento ficam nas áreas de educação R$ 554.028 e saúde R$ 498.013. Marjara justifica os gastos com o aumento de alunos matriculados, lembrando que alguns deles são assistidos pelos veículos do município, além da crise hídrica que aumenta a movimentação de carros-pipa na zona rural.

A secretária de saúde do município, Lindinalva Dantas, contou que um único hospital e 13 postos de saúde da cidade fazem apenas atendimentos de baixa complexidade, levando os casos mais graves para cidades mais distantes, às vezes até para outros estados como Rio Grande do Norte e Pernambuco.

A cidade de Catolé do Rocha, um pouco mais de 36km de distância de São Bento, tem 4 mil habitantes a menos e uma realidade semelhante em deslocamentos. Mas, segundo o TCE, este ano, Catolé gastou menos de R$ 1 milhão com combustíveis.

Mesmo assim, comparando com 2016, houve uma redução de R$ 40 mil por mês, em média, o que dá cerca de R$ 500 mil a menos. Apesar de o preço da gasolina ter subido, aumentou também o número da frota, diz Marjara Rodrigues. RepórterPB com G1PB

Repórter PB
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