
10/08/2026 às 18:52
O Complexo Pediátrico Arlinda Marques, em João Pessoa, iniciou nesta segunda-feira (10) a programação do Agosto Dourado com a abertura de uma nova sala de amamentação, destinada ao acolhimento e incentivo ao aleitamento materno entre mães de crianças internadas na unidade. O espaço, localizado ao lado do lactário, oferece mais conforto e privacidade para a amamentação e também permite que as mães realizem a ordenha e façam o armazenamento do leite de forma segura, contribuindo para a continuidade do aleitamento durante o período de internação.
A abertura contou com a participação de mães, profissionais do Complexo Pediátrico e uma apresentação de violino realizada por crianças da comunidade Doce Mãe de Deus, por meio do projeto Mãe de Ternura. A programação também incluiu uma palestra voltada às mães lactantes e seus parceiros, com orientações sobre boas práticas de amamentação, fortalecendo a rede de apoio necessária durante esse período.
Para o diretor-geral do Complexo Pediátrico Arlinda Marques, Daniel Gonçalves, a iniciativa representa o compromisso da unidade com uma assistência que considera também as necessidades das mães. Ele destacou que o aleitamento é um momento de vínculo entre mãe e bebê e que, especialmente durante uma internação, a instituição tem o papel de oferecer condições para que essa relação seja preservada.
A importância do espaço também é percebida por quem vivencia diariamente a rotina de ter um filho internado. A atendente de farmácia Samara Karolline, de 28 anos, mãe de Victor Fernando, de 28 dias, está acompanhando o filho há 15 dias no Complexo. Para ela, a sala representa um ambiente mais acolhedor e seguro para esse momento. “É aconchegante. A gente se sente mais segura. Não é fácil estarmos aqui e, para nós, esse espaço está sendo ideal. A gente se aproxima mais das nossas crianças”, relatou.
A diretora do Banco de Leite Anita Cabral, Thaíse Ribeiro, ressaltou que o Agosto Dourado é também um período para fortalecer a articulação entre os diferentes setores que atuam na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Segundo ela, esse cuidado precisa ultrapassar os limites dos serviços de saúde e alcançar toda a rede de apoio às mães. “É preciso dar proteção e apoio para esse momento. Isso é o mais importante dentro de uma unidade, independentemente do tamanho da sala: oferecer o melhor alimento que o bebê precisa e que a mãe tem para oferecer”, destacou.
A amamentação é recomendada de forma exclusiva até os seis meses de vida e pode continuar até os dois anos ou mais. Para favorecer o aleitamento, é importante garantir apoio à mãe, manter a amamentação em livre demanda e buscar orientação de profissionais de saúde diante de dificuldades, como dor, fissuras, pega inadequada ou dúvidas sobre ordenha e armazenamento do leite. Em situações de internação, a manutenção da produção de leite por meio da amamentação ou da ordenha, com orientação da equipe, também contribui para preservar a oferta de leite materno durante o tratamento da criança.
Fonte: Repórter PB
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