
30/03/2026 às 18:34
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, iniciada no último sábado (28/3), trouxe uma nova onda de desinformação. Para proteger a população e garantir a continuidade da vacinação — essencial para reduzir internações e mortes, especialmente entre idosos, crianças e gestantes — a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reafirma que o imunizante utilizado no Sistema Único de Saúde (SUS) é seguro, eficaz e rigorosamente testado.
Confira o esclarecimento técnico sobre alguns pontos das notícias falsas:
O uso do mercúrio (Timerosal)
Ao contrário do que afirmam os boatos, o mercúrio utilizado na vacina (na forma de timerosal) não representa risco à saúde.
Função : ele atua como conservante, impedindo o crescimento de bactérias e fungos em frascos que contêm várias doses.
Segurança : a quantidade é ínfima e muitos estudos comprovam que essa formulação específica é eliminada rapidamente pelo corpo, sem causar danos ao sistema nervoso ou aos rins.
Octoxynol-10 (Triton X-100)
As notícias falsas alegam que este componente causaria doenças autoimunes ou câncer. A informação não tem base científica.
Função : esta substância é um detergente usado para fragmentar o vírus durante a fabricação, garantindo que ele seja inativado (morto) e não cause a doença.
Realidade : apenas traços residuais permanecem no produto final. O Triton X-100 é amplamente utilizado em cosméticos e medicamentos aprovados no mundo inteiro, sem qualquer indício de que cause malformação ou doenças graves.
Formaldeído (Formol)
A tentativa de comparar o formaldeído da vacina com o "formol" usado em concentrações perigosas (como em salões de beleza) é enganosa.
Presença natural : o corpo humano produz formaldeído naturalmente durante o metabolismo das células. O sangue de um bebê, por exemplo, possui naturalmente uma concentração muito maior da substância do que qualquer vacina.
Risco de câncer: o formaldeído só é considerado cancerígeno em exposições industriais altíssimas e prolongadas. Nas vacinas, ele é usado em doses residuais mínimas apenas para inativar o vírus, sendo incapaz de causar leucemia ou outros tumores.
A Anvisa monitora continuamente a segurança das vacinas. O risco real não está nos componentes do imunizante, mas sim nas complicações da gripe, que podem evoluir para pneumonia e óbito.
Fonte: Governo Federal
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