Profissionais da Enfermagem de toda a base do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema (Sintab) realizaram na manhã desta quinta-feira, 07, uma grande mobilização em defesa da aprovação do PL-2564, que institui o piso salarial da categoria. A concentração aconteceu na Praça da Bandeira. De lá os trabalhadores seguiram em caminhada pelas ruas centrais, passando pelo Calçadão da Cardoso Vieira, rua Maciel Pinheiro e finalizando na frente do prédio da Administração Municipal.

O ato aconteceu simultaneamente em vários estados do país, demonstrando a união da categoria para pressionar a Câmara dos Deputados a colocar em pauta o projeto que institui o piso salarial para enfermeiros, técnicos, auxiliares e parteiras. Houve ainda panfletagem e apresentações culturais.
Mais do que aplausos, os profissionais da Enfermagem merecem e precisam de valorização, como destacou o presidente do Sintab, Giovanni Freire. “A gente está lutando pelo piso, que é o menor salário a ser pago a um profissional da Enfermagem. O que é uma grande vergonha, principalmente quando a gente conhece a história dessa categoria, que com pandemia ou sem pandemia, sofre a mesma desvalorização há séculos no nosso país e no mundo”, reforçou.
Ainda durante sua fala, o presidente convocou toda a população de Campina Grande a apoiar a luta dos(as) profissionais da Enfermagem. “Estamos aqui na Praça da Bandeira para pedir o apoio da população, para essa luta histórica. Todos nós já passamos pelas mãos da Enfermagem em algum momento da nossa vida e hoje a Enfermagem pede apoio à população de Campina Grande pela aprovação do PL 2564, que traz dignidade para a categoria. A desvalorização com essa categoria é histórica. Por isso estamos aqui hoje, juntamente com a Aspen (Associação dos Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem), um dia de paralisação nacional para que a gente possa avançar com a aprovação do piso salarial para estes profissionais”, continuou.
O diretor de Política e Formação Sindical, Franklyn Ikaz, também frisou a importância do apoio de toda sociedade à demanda da Enfermagem. “Os enfermeiros e as enfermeiras precisam do apoio da população. Quando nós adoecemos, são esses profissionais que nós encontramos nas Upas, nas unidades de saúde, nos hospitais. Durante esses dois anos, estes profissionais salvaram vidas e agora têm que estar nas ruas para cobrar o básico, que é um piso salarial, profissionais que estão há cinco anos sem um reajuste salarial, em que pese os dois anos de pandemia e uma inflação galopante. Por isso nós estamos nessa mobilização nacional”, ressaltou.
A enfermeira Mary Priscila Medeiros lembrou que o que a categoria reivindica é o mínimo. “Nós não estamos pedindo aumento de salário, pedimos a aprovação de uma lei que pode delimitar o mínimo que a Enfermagem pode receber, a categoria que mais adoeceu e mais perdeu vidas na pandemia foi a Enfermagem, precisamos e merecemos ser valorizados”, afirmou.