A deputada estadual e candidata a senadora Pollyanna Dutra participou de sabatina realizada pela Jovem Pan, na capital, na manhã desta terça-feira (23). Em meia-hora de sabatina, a candidata foi questionada sobre temas importantes como vivência política, empoderamento feminino, a importância da mulher na política, saúde, educação, entre outros.
Já no início da entrevista, Pollyanna foi perguntada sobre o seu papel na chapa e como encarou a entrada na majoritária depois da divulgação das demais candidaturas ao Senado. “Não é só porque eu sou mulher que estou na chapa. Trago também uma vasta experiência. Fui prefeita, tive uma gestão exitosa, sou deputada, tive um mandato muito exitoso, sou a terceira mais produtiva da Assembleia Legislativa. O governador não tomou essa decisão de cunho pessoal. Ele ouviu partidos, a composição do governo, lideranças políticas no estado todo, do Sertão, de Campina, de João Pessoa. Eu tinha um mandato muito relevante no estado, uma gestão relevante também como prefeita. Ele não colocou alguém de mãos vazias na chapa. Ele colocou alguém que pudesse ser referência nas políticas públicas e com conceito a acrescentar na chapa. Essa discussão, inclusive, aconteceu no meu próprio partido, ele sempre dizia que a solução ia ser doméstica. Eu tenho vivência partidária. Essa solução, inclusive, de discutir internamente no PSB, meu nome foi aceito por unanimidade”, destacou.
A candidata reafirmou a sua trajetória e o quanto ela foi importante para o destaque que ela tem hoje. Pollyanna tem grande afinidade com políticas públicas e programas sociais que mudaram a vida de milhares de pessoas, já que implantou diversas ações quando foi prefeita de Pombal, no Sertão da Paraíba. “Meu nome foi uma aclamação popular, eu fui muito bem aceita no meu partido, com o alinhamento das políticas públicas do governo. Os secretários, por unanimidade, atestaram e aprovaram o meu nome. Eu dizia e digo até hoje que é necessário uma mulher para compor um espaço majoritário porque a gente avançou em vários setores e precisava, neste momento, avançar numa chapa majoritária”, acrescentou.
Em seguida, Pollyanna falou sobre o peso de estar numa disputa com 7 homens, sendo a única mulher a concorrer a uma vaga para o Senado Federal. Apesar do ambiente hostil e machista que tem enfrentado, ela se mantém firme, sempre reforçando que não luta pelo individual, mas pelo coletivo. “O ataque a uma mulher na disputa não é um ataque só a ela, é a todas as mulheres. Eu represento não só Pollyanna, mas as Pollyannas, as Marias, Fátimas. É a mulher que se sente representada, é a pluralidade”, comentou.
Pollyanna tem destacado a sensibilidade de ter uma mulher no Senado Federal, já que muitas pautas discutidas nas Casa são de interesse feminino, a exemplo de uma lei aprovada em 2021, onde os aparelhos de mamografia não contemplavam as mulheres deficientes porque o aparelho era fabricado numa altura que elas não alcançavam. Esta é apenas uma das inúmeras pautas para mulheres que precisam ser aprovadas com a presença de mulheres enquanto voz ativa na tomada de decisão. “Por isso a bancada feminina no Congresso entendeu que, a partir de 2022, todo aparelho que for fabricado no Brasil tem que ter a modulagem baixa e alta para que a mulher deficiente também tenha acesso à prevenção do câncer de mama”, disse.
Pollyanna ainda alertou sobre a importância de uma escolha consciente para o Senado Federal. “A escolha do Senado não é qualquer escolha. São 8 anos que você vai votar e dedicar a uma pessoa para representar o seu estado. No Senado, é um estado todo que você vai levar pra Brasília. Eu quero ser essa voz para ecoar como sertaneja, como paraibana, esses problemas do meu estado. Com experiência, com equilíbrio, levando essa pauta feminina com muita tranquilidade. A minha maior missão é a gente reconstruir esse país. Devolver aos brasileiros o acesso às políticas públicas, à cidadania, à rede de proteção social a favor das mulheres, tirar o Brasil do mapa da fome. Tenho algumas missões de vida e o Senado me permite isso. Quero agradecer a todos e pedir o voto. Meu número é 400!", finalizou.