O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, candidato ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores esteve na noite desta sexta-feira (12) na Cidade de Nazarezinho para participar da posse de quatro vereadores que assumiram mandatos após cassação de mais quatro Vereadores eleitos em 2020, acusados de pertencerem a Coligação que não atingiu a cota das mulheres, considerada candidaturas “laranjas”.

Em plena campanha eleitoral, Ricardo estava na companhia do candidato ao Governo da Paraíba do MDB, Veneziano Vital do Rêgo, seu companheiro da chapa majoritária.

No entanto, Ricardo tomou conhecimento no começo da noite desta sexta-feira (12), que o STF negou liminar ao ex-governador para derrubar sua condenação por inelegibilidade.

De acordo com o Blog do Helder Moura, a decisão foi da ministra-relatora Rosa Weber que negou seguimento ao recurso. 

Anteriormente, os ministros Ricardo Lewandowski, Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes foram impedidos de julgar por estarem, atualmente, no TCE, enquanto Dias Toffoli arguiu suspeição. Com isso, os autos foram parar no gabinete da ministra Rosa Weber.

Com a decisão, o ex-governador segue inelegível e, a preço de hoje, impossibilitado de disputar as eleições deste ano, como pretendia, inclusive após sua coligação MDB-PT ter registrado sua candidatura que, agora se vê, não tem qualquer sustentação legal.

Pra entender – Os advogados do ex-governador, como se sabe, havia protocolado uma petição, último dia 9, cobrando uma definição quanto ao pedido de suspensão da inelegibilidade.

Além desta petição, o ex-governador também protocolou uma Tutela Provisória Incidental com o mesmo objetivo: levar o Supremo a se debruçar sobre a decisão do TSE que o tornou inelegível, por abuso de poder político e econômico, nas eleições de 2014.