
Ressalvando as óbvias diferenças de momento histórico, Meirelles fez a comparação lateral com o tucano durante palestra a investidores e banqueiros no 19º CEO Conference, organizado pelo banco BTG Pactual em São Paulo, nesta quarta (19). Sua fala foi relatada por presentes à reportagem.
De fato, FHC surfou a campanha daquele ano na aprovação do Plano Real e num ritmo de crescimento anualizado de quase 20% do PIB nos meses da disputa. O país hoje é outro, projetando um ritmo de 3% de crescimento. Meirelles afirmou aos presentes que só irá decidir em abril sobre eventual candidatura a presidente.
Filiado ao PSD, ele não tem garantia de apoio em sua legenda, que tende a fechar questão com Geraldo Alckmin (PSDB), não menos pelo acerto estadual em São Paulo. O partido não está também 100% engajado na principal agenda econômica do governo, a reforma da Previdência, mas o ministro considerou isso algo relevante, mas não decisivo.
Ele aposta que o "feel good factor", expressão inglesa que traduz o bem-estar econômico da população, possa chegar às classes mais baixas e ser um fator na corrida eleitoral.
O ministro falou descontraidamente a uma plateia favorável, que lhe perguntou sobre a aprovação da reforma ("Peru não morre de véspera, temos de tentar", disse) e questões econômicas. Foi aplaudido ao final, mas sem o inesperado entusiasmo que recebeu o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ) na véspera, segundo relatos.
Segundo a reportagem apurou, executivos de bancos disseram em conversas que Bolsonaro causou boa impressão, mas que é considerado muito fraco em questões econômicas -algo que o próprio presidenciável admite. Com informações da Folhapress.