O delegado de Polícia Civil Braz Morroni de Paiva Junior e o chefe de investigação Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como “Mão Branca”, foram exonerados de seus respectivos cargos em comissão na Polícia Civil da Paraíba. A portaria com o ato oficial foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE-PB) nesta quinta-feira (29).
A medida administrativa refere-se exclusivamente ao desligamento das funções de confiança ocupadas por ambos em delegacias especializadas, não se tratando de demissão do serviço público (perda de vínculo com a instituição estatal).
Histórico e Desdobramentos da Operação Pérfidus
Braz Morroni, Eduardo Jorge e o agente Everton Rychelyson da Silva Aires, apelidado de “Bomba”, foram presos no mês de junho deste ano no âmbito da Operação Pérfidus. A investigação apura a suposta participação de agentes públicos estaduais em um esquema criminoso associado a pessoas ligadas ao tráfico de drogas na região.
Em 25 de setembro, contudo, a Justiça concedeu a soltura do delegado e dos dois policiais civis. Na decisão, o juiz Salvador de Oliveira Vasconcelos argumentou que os investigados já se encontravam formalmente afastados de suas funções operacionais no âmbito da instituição.
Medidas Cautelares Aplicadas
Apesar da liberdade provisória concedida pela Justiça, o juízo fixou uma série de medidas cautelares para que os investigados permaneçam fora da prisão:
Comparecimento Periódico: Dever de apresentação presencial à Justiça a cada 30 dias para justificar atividades e cumprir atos processuais.
Proibição de Contato: Impedimento absoluto de manter qualquer tipo de comunicação com testemunhas, corréus ou demais pessoas investigadas na Operação Pérfidus.