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Decisão

Justiça concede liberdade cautelar a delegado e policiais civis investigados na Operação Perfidus

Presos cautelarmente desde a deflagração da operação em 2 de junho, os três agentes tornaram-se réus após o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Da Redação Repórter PB

25/09/2026 às 14:50

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Imagem Delegado Braz Morroni

Delegado Braz Morroni ‧ Foto: Reprodução/Arapuan

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A Justiça da Paraíba revogou a prisão do delegado Braz Morroni de Paiva Júnior e dos agentes Everton Rychelyson da Silva Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito nesta sexta-feira (25).

Investigados no âmbito da Operação Perfidus — que apura a alegada conivência e associação de servidores policiais com integrantes do tráfico de drogas —, os três acusados responderão ao processo em liberdade condicionada ao cumprimento de medidas cautelares. A decisão é do juiz Salvador de Oliveira Vasconcelos, da 5ª Vara Criminal de João Pessoa.

Na fundamentação, o magistrado destacou que o encerramento formal das investigações e a conclusão da colheita de provas técnicas afastam os requisitos exigidos para a manutenção da prisão preventiva. O texto salienta ainda que o prévio afastamento dos cargos públicos elimina o risco de reiteração de condutas por meio da estrutura da Polícia Civil. Como condicionantes para a soltura, a decisão impõe a proibição do exercício das funções, o recolhimento das armas e distintivos, o bloqueio de senhas funcionais, além da vedação de acesso às instalações da DRACO, da DCCPAT e da Cidade da Polícia Civil. Os investigados também estão proibidos de manter contato com testemunhas ou corréus e de se ausentarem da comarca de João Pessoa sem autorização.

Presos cautelarmente desde a deflagração da operação em 2 de junho, os três agentes tornaram-se réus após o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB).

A peça acusatória imputa aos policiais a prática dos crimes de furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual.

Fonte: Repórter PB

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