Enquanto a Paraíba enfrentava um dos ciclos históricos mais severos de seca, dizimando rebanhos e culturas, uma atividade seguia em expansão em seis microrregiões do Estado, inclusive onde a estiagem era mais aguda: a apicultura. A produção atingiu, este ano, mais de 500 toneladas, abastecendo o mercado local e dos vizinhos nordestinos com mel e xaropes fitoterápicos.

A atividade, menos suscetível à seca, sustentável ambientalmente e com retorno rápido, é foco de projeto de lei (PL 458/2019), de autoria do deputado Júnior Araújo (Avante), aprovado hoje na Assembleia Legislativa.

O conjunto de medidas estipuladas no projeto – que segue agora para a sanção do governador João Azevedo – tem potencial, segundo Jr Araújo, para incrementar – ainda mais – a produtividade e expansão da apicultura paraibana.

“Historicamente, é uma atividade considerada exemplo de sustentabilidade, impulsionando a polinização de plantas nativas, resultando uma atividade com potencial para complementar a renda do produtor e até mesmo ser o principal empreendimento”, aposta Júnior Araújo, que complementa:

“Não por acaso, a produção de mel é uma atividade que vem crescendo na Paraíba, alcançando um tamanho e uma viabilidade que demanda ação do Governo do Estado para ir ainda mais longe”.

Somente nas microrregiões do Curimatau, Brejo e Seridó existem, atualmente, mais de 300 produtores em atividade.

O PL prevê políticas de divulgação da atividade, promoção de cursos para incentivar a formação de novos produtores e criação de cursos para otimizar a produção.
“São vários os motivos que justiçam a adoção desta política pública”, finalizou Júnior Araújo.