Ao longo de 2018, o Ministério Público Federal na Paraíba (MPF) buscou averiguar a eficiência do acesso das mulheres em João Pessoa aos exames de mamografia, inclusive por meio de chamamento pela mídia para que fossem informados casos de demora. Verificou-se que a necessidade de agendamento prévio, via central de regulação do município, poderia ser um entrave ao fluxo de realização de exames, razão pela qual o município passou a admitir a marcação por demanda espontânea nos hospitais Napoleão Laureano e São Vicente de Paula.

A pedido do MPF, foi estabelecido que pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de João Pessoa tenham direito a realizar o exame por demanda espontânea também no Hospital Universitário Lauro Wanderley (HU) e no Centro Especializado de Diagnóstico do Câncer do Estado da Paraíba (CEDC). “Se trata de serviços públicos bem estruturados e capacitados, os quais, inclusive, merecem prioridade no direcionamento de serviços do SUS”, declarou o procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto, José Guilherme Ferraz da Costa.

Busca ativa - Também foi ajustado, em atuação conjunta com o Ministério Público da Paraíba, que os setores competentes das secretarias de Saúde do município de João Pessoa e do Estado implementassem um fluxo de busca ativa por mulheres que devam se submeter ao exame e inclusive ao tratamento, para superar eventuais entraves a esse atendimento.

De janeiro a janeiro - “A campanha Outubro Rosa deve ser potencializada, porque a realização de exames de mamografia deve ocorrer de janeiro a janeiro. O possível rastreamento de um câncer de mama é imprescindível para salvar vidas”, enfatizou a promotora de justiça Jovana Tabosa. A campanha é uma ação mundial em prol da vida de milhares de mulheres que todos os anos são acometidas pelo câncer de mama.