O que todo mundo já conhece é a discrepância que ingressou administração do Município de Cabedelo após a prisão do ex-prefeito, Leno Viana na primeira fase da Operação Xeque-Mate que aconteceu no dia 3 de abril de 2018, após a Justiça decretar o afastamento cautelar do cargo de 85 servidores público.

Portaria do Ministério Público de n° 35, terminada o Promotor de Defesa do Patrimônio Público de Cabedelo, Dr. Ronaldo José Guerra que investigue fortes indícios de fraude em licitações perpetradas pela Prefeitura de Cabedelo, e as Empresas: Lucchesi comercio de variedades Ltda, Kalunga Comercio de Materiais para Escritório Ltda, e Dinâmica comercio de Papeis e Limpeza Ltda.

Procedimento instaurado, os envolvidos na denúncia serão ouvidos junto ao Ministério Público para esclarecimento da investigação.

Entenda o caso

Deflagrada em abril deste ano, a Operação Xeque-Mate foi motivada, segundo a Polícia Federal, por uma denúncia de que o prefeito Leto Viana teria forçado vereadores a assinarem cartas-renúncia. Caso algum deles votassem contra as intenções da gestão, o documento seria protocolado. Por se arriscarem a assinar as cartas, os vereadores recebiam dinheiro e outros benefícios. Entre as decisões da Câmara alinhadas à vontade do prefeito, estaria o veto à construção de um shopping center na cidade.

Outra negociação investigada aponta que o ex-prefeito de Cabedelo, Luceninha, teria recebido R$ 5 milhões para renunciar ao mandato. As investigações dizem que foi esse esquema que contou com a participação de Fabiano Gomes. Conforme divulgado pela PF, o radialista teria sido uma das pessoas responsáveis por repassar quantias financeiras ao ex-gestor. Na época, Fabiano Gomes disse em nota à impressa que estava “colaborando com as investigações e à disposição dos órgãos competentes”.

Além dessas “trocas de favores” entre empresários, Prefeitura e vereadores, a Operação Xeque-Mate apura que ao menos R$ 30 milhões teriam sido desviados dos cofres públicos de Cabedelo, a partir do loteamento de cargos fantasmas, doações de terrenos com avaliações fraudadas e utilização de laranjas para ocultação patrimonial.